10 de julho de 2026
Geral

Com reivindicações distintas, grupos de mulheres fazem ato

Ana Beatriz Garcia e Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

Douglas Reis
Com concentração na Rui Barbosa, ativistas que promovem o "Mulheres em Luta" marcharam no Centro da cidade

Conversas, abordagens, conscientização. Essas palavras foram bastante utilizadas por grupos de mulheres que, ontem, ainda se manifestaram a respeito do Dia Internacional da Mulher, celebrado na última sexta-feira.

Na parte da manhã, elas se reuniram em partes distintas do Centro com pautas diretamente ligadas às mulheres, inclusive contemplando questões politicas atuais nacionais e locais, como a reforma da Previdência e a criação da Delegacia da Mulher 24 horas em Bauru. Já a tarde foi marcada pela Marcha Mulheres em Luta, que reuniu ativistas na praça Rui Barbosa, dentro da programação "Mulheres em Luta".

O Conselho da Comunidade Negra e o Turbantaço promoveram o segundo dia de exposições no Poupatempo. "Tivemos debates sobre a luta da mulher negra, sobre o Dia Internacional da Mulher, que não é uma data comercial, mas para lembrar das causas importantes como o feminicídio, que vem crescendo, e também fizemos a apresentação do cantos de minas", declara a presidente do Conselho da Comunidade Negra, Greice Luiz.

Ana Beatriz Garcia
Pelo Conselho da Comunidade Negra e Turbantaço, Greice Luiz e Nina Barbosa participam de exposição no Poupatempo 

Já na Batista de Carvalho esquina com a rua Treze de Maio, o movimento Mulheres pelo Socialismo recolhia assinaturas dos pedestres em prol da abertura da Delegacia da Mulher por 24 horas. "Queremos mostrar a importância da Delegacia da Mulher funcionar, aqui em Bauru, durante 24 horas, porque a maioria das violências contra a mulher acontece à noite ou aos finais de semana. E ainda estamos fazendo panfletagem contra a reforma da Previdência e tentando conscientizar as pessoas do quanto essa reforma vai prejudicar a população, especialmente as mulheres", afirma a integrante do grupo, Débora Tomazini.

Também na praça Rui Barbosa, pela manhã, o Partido Popular Socialista (PPS) discutiu o tema "Violência contra a Mulher não tem desculpa, tem lei', quando os índices de violência contra a mulher foram abordados. "Todos os anos fazemos uma ação nesta data. Desta vez, a nossa proposta foi conscientizar a população em relação à temática, apresentando os números de crimes contra a mulher", comenta o presidente do partido, Arnaldo Ribeiro.

MARCHA

Ainda no período da manhã, mulheres da Igreja do Evangelho Quadrangular estiveram no Calçadão da Batista de Carvalho, no Centro de Bauru. O ato contou com a participação da vereadora Yasmim Nascimento (PSC).

Já na tarde de ontem, o grupo responsável pela programação "Mulheres em Luta" promoveu uma marcha, também no Centro da cidade, com concentração na Praça Rui Barbosa. Segundo Renata Ribeiro, uma das organizadoras, o ato teve três motes: o repúdio à atual proposta de reforma da Previdência; o fim da violência contra a mulher, seja nas ruas ou no ambiente doméstico; e o pedido de justiça pela morte da vereadora carioca Marielle Franco, que completa um ano no dia 14 de março, sem nenhum suspeito do crime preso.

"Também reforçamos o pedido que fizemos no ato de sexta-feira, de implantação de uma Delegacia de Defesa da Mulher com atendimento 24 horas em Bauru. Os índices de violência contra a mulher são altíssimos e esta é uma demanda urgente", argumenta Renata.

A programação "Mulheres em Luta" segue hoje, às 14h, com Barraca da Saúde da Mulher e roda de conversa no Acampamento Canaã (MSLT) e Sarau das Manas, às 19h, na Fumacê, que fica na quadra 15 da rua Saint Martin.