08 de julho de 2026
Geral

Correios aguardam retirada de 160 documentos perdidos

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Malavolta Jr.
Uma vez recebidos, os documentos são separados em envelopes e guardados nos Correios; para saber se o seu está lá, basta acessar o link https://www.correios.com.br/a-a-z/achados-e-perdidos

Perder documentos pessoais é algo tão comum que as agências dos Correios, em Bauru, aguardam a retirada de 160 itens, como CNHs, RGs e Carteiras de Trabalho. Os papéis ficam acondicionados por 60 dias e, depois, são devolvidos para o órgão emissor.

De acordo com a assessoria de imprensa da instituição, o serviço de Achados e Perdidos foi criado há 37 anos e visa encurtar o tempo, além de reduzir o custo, da busca pelos documentos perdidos.

Uma vez recebidos, os documentos são acondicionados em envelopes e guardados nos Correios. Eles ficam à disposição para retirada por 60 dias. Em seguida, retornam ao órgão emissor.

Para saber se os itens foram, de fato, entregues aos Correios, basta consultar o https://www.correios.com.br/a-a-z/achados-e-perdidos.

Os papéis devem ser retirados na Agência Centralizadora de cada localidade. O cidadão precisa apresentar outro documento que comprove a sua titularidade e pagar uma tarifa de R$ 5,70.

Caso seja constatado que o item perdido esteja em uma cidade diferente da qual o proprietário se encontra, é possível fazer uma solicitação para que seja enviado à agência mais próxima.

Já quem encontrar documentos de terceiros pode depositá-los no guichê de qualquer agência dos Correios ou em caixas de coleta.

BAIXA PROCURA

Mesmo com tamanha facilidade, pouca gente resgata os documentos perdidos. Para se ter ideia, em 2015, 250 itens estavam disponíveis nas agências de Bauru, mensalmente. Deste total, apenas 12 foram retirados.

Em 2016, havia 182 documentos perdidos, por mês, e somente 12 deles foram recuperados pelos donos. Em 2017, dos 192 itens mensais, 10 foram retirados. Em 2018, havia 128 documentos, mensalmente. Só 13 foram resgatados. 

Pelo visto, tal tendência é nacional. No ano passado, mais de 160 mil papéis foram cadastrados para retirada em todo o País. Porém, apenas 4% deles foram devolvidos aos proprietários. O restante seguiu para o órgão emissor.