| Douglas Reis |
| O empresário Otávio Jonas Filho, de 73 anos, colheu a mandioca na sua chácara, situada em São Vicente, no Distrito de Iacanga |
O que era para ser algo rotineiro tornou-se uma grande surpresa para o empresário Otávio Jonas Filho, de 73 anos. Ele colheu uma mandioca de 7,5 quilos, 65 centímetros de diâmetro e 50 de comprimento. O empresário vive em Bauru, mas retirou a raiz em sua chácara, situada em São Vicente, no Distrito de Iacanga. Agora, pretende cozinhar e consumir o produto.
De acordo com Otávio, a mandioca foi plantada há três anos em seu sítio, que possui aproximadamente 1,8 mil metros. O local abriga, também, plantações de laranja, abacate, manga, uva, pera, batata, milho, amendoim e muito mais.
No entanto, esta foi a primeira vez em um produto da propriedade tomou tamanha dimensão. Tanto que acionou o Jornal da Cidade. "É digno de notícia", brinca.
Otávio passa os finais de semana na chácara e planta para consumo próprio. É, justamente, o que pretende fazer com a mandioca gigante. "Nada é descartado".
FORNECIMENTO DE ÁGUA
Como o tamanho da raiz chamou a atenção, a reportagem do JC consultou o engenheiro agrônomo e assistente agropecuário da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), em Bauru, Sérgio Mitsuo Ishicava.
Segundo ele, diversos fatores influenciam na dimensão deste produto e um deles diz respeito ao bom fornecimento de água. "O solo fértil também faz com que a mandioca se desenvolva mais do que o esperado", explica.
Outra questão corresponde ao tempo entre o plantio e a colheita. "A mandioca de mesa é retirada de 9 a 12 meses após ser plantada, porque tem um ponto bom de cozimento", revela.
Passado o período ideal para a colheita, o produto pode crescer bastante, como ocorreu com a plantação de Otávio. Por outro lado, é provável que o tempo de cocção seja maior.