09 de julho de 2026
Regional

Médicos decretam greve na UPA de Agudos e só atendem emergência

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 1 min

WhatsApp/Divulgação
Informe na porta da unidade diz que apenas casos de urgência e emergência serão atendidos

Em meio à epidemia de dengue que assola Agudos, a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Agudos, que concentra o maior número de atendimentos, tem dispensado pacientes que não se enquadram em casos de urgência e emergência. Isto porque os médicos da unidade entraram em greve na última sexta-feira (22) para reivindicar o pagamento de salários, que estariam atrasados desde o dia 10 de março. O movimento segue por tempo indeterminado.

"É um descaso com a população, ainda mais nesta época. Eu já tive dengue duas vezes e estou com sintomas de novo, mas fui liberado sem atendimento, mesmo depois de esperar por duas horas. Acho que vou ter que tentar atendimento em Bauru se isso continuar", reclama um líder operacional de 35 anos, que esteve na unidade na noite em que a greve teve início.

EMPURRA-EMPURRA

Em nota, a Prefeitura de Agudos diz ser contrária à restrição do atendimento pela UPA e que está tomando medidas legais para garantir que a população não seja prejudicada e fique sem atendimento. "A responsabilidade pelo gerenciamento da unidade de saúde é da Pacaembu, contratada pela gestão anterior de Agudos. Na busca por oferecer o melhor atendimento, a Prefeitura fez um chamamento público para contratação de nova empresa gestora para a UPA. O processo licitatório está em andamento e será finalizado em breve", informa a prefeitura em nota.

A gestora Santa Casa de Misericórdia de Pacaembu diz que os médicos estão sem receber porque a prefeitura não fez o repasse. "Há dois meses a prefeitura não paga e já deve R$ 1,6 milhão. É uma situação que se arrasta por 2 anos. Esperamos que seja resolvido logo", pontua Regis Pauletti, gestor administrativo da UPA e representante da empresa gestora.