| Samantha Ciuffa |
| Carmem Tech organizou sua primeira excursão na adolescência |
| Arquivo pessoal |
| Excursão na Grécia da Techtur, que promove cerca de 10 internacionais por ano |
| Arquivo pessoal |
| Carmem Tech em viagem à Rússia, entre tantas que já fez |
| Arquivo pessoal |
| Da direita para esquerda: filho mais velho Rogers, Katia (nora), Ana Luíza (neta caçula), Ana Beatriz (neta mais velha), Renan (filho caçula), Carmem e o marido Valdir Tech |
Enquanto todos pensavam em se divertir na viagem de formatura do colegial, lá estava Carmem Tech, ajudando a professora da sala a cuidar de todos os detalhes para que a excursão fosse inesquecível. A experiência na adolescência foi como um "start" na vida dela. Hoje, aos 58 anos, é proprietária de uma das principais empresas de turismo em Bauru, a Techtur. Há mais de duas décadas na área, ela esbanja pique para ampliar os negócios, inclusive, para fora do País.
Não é difícil entender de onde vem tanto incentivo para continuar com os negócios a todo o vapor. Apaixonada pela família, Carmem sempre teve como braço direito nos negócios o marido, Valdir Tech, e o casal ainda conseguiu transferir o fascínio das viagens para os dois filhos, Rogers e Renan, que se formaram em Turismo e também atuam no negócio.
Nascida em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, ela conta que cresceu em um condomínio de classe média alta da Cesp (Companhia Energética de São Paulo), onde seus pais trabalhavam. Mudou-se para Bauru aos 15 anos e trabalhou em dois bancos, antes de seguir o sonho de montar a agência de turismo.
Jornal da Cidade - Como foi sua infância, você viajava muito com a família?
Carmem Tech - Em um condomínio da Cesp, em Jupiá, meu pai era fotógrafo e minha mãe enfermeira. Meu tio tinha uma fazenda e um avião e sempre viajávamos pelo Mato Grosso. Nesta época, eu já adorava fazer as malas e me encantava demais com as paisagens.
JC - Quando o turismo surgiu como profissão? E quando a agência saiu do papel?
Carmem - Na adolescência, eu ajudei a professora a organizar a viagem de formatura da minha sala e passei a gostar de fazer isso. Sempre organizava turmas de amigos para viajar. Eu me casei aos 20 anos e, depois, passei a trabalhar em um banco. Meu marido era bancário e mexia com venda de títulos de hotéis. As pessoas sempre perguntavam se ele não vendia viagens. Foi nesta época que tive a ideia de montar a agência. Comecei a receber clientes na sala da minha casa, no Núcleo Geisel. Dois meses depois já estávamos com uma agência no Higienópolis. Posteriormente, mudamos para a Vila Universitária, onde ficamos mais 7 anos, depois para o Bauru Shopping, onde passamos mais 10 anos. E, há aproximadamente três anos, estamos na quadra 1 da rua Alberto Segalla.
JC - Pensou em seguir outras áreas?
Carmem - Quando eu estava no colégio, cheguei a fazer curso de técnico em laboratório e trabalhei na Beneficência Portuguesa. Até cheguei a fazer faculdade de enfermagem, mas tranquei o curso, pensava em fazer medicina, porque gostava de cuidar das pessoas. Mas a vida mudou e fui me encontrar mesmo no turismo.
JC - Quais os melhores destinos em sua opinião?
Carmem - A bola da vez dos destinos nacionais são Maceió e Natal. Já as viagens internacionais que mais me encantaram foram Paris, que é extremamente romântica, e China, que surpreende pela beleza. Mas Itália, a Suíça, Portugal, Argentina, Turquia, México, Estados Unidos, Dubai, entre vários outros países, também possuem suas belezas. Nosso pessoal viaja com frequência para saber explicar cada destino para o cliente.
JC - E o destino mais curioso?
Carmem - A China é extremamente curiosa. Eu me assustei com os alimentos. Há uma feira em que eles vendem todo o tipo de insetos como comida. Tem um ritual em uma ilha no qual eles comem até macacos. E alguns restaurantes de elite oferecem carne de cachorro, o que me deixou triste. Mas a cultura é muito diferente. Lá, o imposto nacional sobre os produtos também é muito caro. Achei que fosse voltar com malas cheias, mas as coisas são mais caras lá do que em outros países.
JC - Você prefere destinos nacionais ou internacionais? Qual a principal dificuldade das viagens nacionais?
Carmem - Os destinos nacionais são carros-chefes, mas fora do País há muitas escolhas com estrutura melhor para os viajantes. Porém, quando a pessoa quer praia, por exemplo, não existe lugar melhor que o Brasil, porque as praias da Europa têm mais pedra do que areia e a água é mais gelada. Mas falta incentivo e mais estrutura para as viagens nacionais.
JC - Já passou por situações inusitadas nas excursões que promove?
Carmem - Há uns sete anos, passamos por um susto, em Paris. Uma passageira se encantou tanto olhando a Torre Eiffel que caiu e quebrou o pé. Ela fez cirurgia para colocar um pino e teve que ficar três dias internada lá. A sorte é que existe o seguro viagem, que bancou tudo. Os demais passageiros seguiram o passeio com os guias e meu marido.
JC - Muita gente acha que quem atua com turismo mais passeia do que trabalha. Você já enfrentou esse tipo de preconceito?
Carmem - Já ouvi muito esse tipo de coisa, mas tento explicar. Eu recebo mensagens e ligações de clientes quase 24 horas por dia, tanto que durmo com o celular do lado. Lógico que, quando nós viajamos junto nas excursões, conhecemos muita coisa, mas o trabalho é maior que o descanso.
JC - O que te motiva a continuar empreendendo na área de turismo? Soube que você faz muita amizade com clientes.
Carmem - Promovemos até 10 excursões por ano, em média, principalmente internacionais. Em todas elas, eu realizo uma reunião de embarque para conhecer o pessoal. Depois, promovo um jantar na minha própria casa e eu mesma cozinho para eles. Lá, tiro todas as dúvidas em tom de descontração. Muitos clientes viram amigos mesmo. Tenho amizades com pessoas que desde o início da agência viajam conosco, alguns passam na agência só para papear, às vezes. Acho que é isso tudo que me incentiva na área, gosto de realizar os sonhos das pessoas. E organizar tudo para que elas não se preocupem com nada na viagem.
JC - Você e sua família trabalham com turismo, mas também conseguem se divertir com ele?
Carmem - Sim. Todos os anos reservamos um tempinho para uma viagem nacional em família, seja no Natal ou Ano Novo, sempre nos reunimos em uma praia para descansar.
JC - Planos futuros?
Carmem - Meu marido e eu passamos alguns meses na Itália, recentemente, com objetivo de estreitar os laços por lá. Temos o projeto de montar uma agência para trazer passageiros da Itália para cá e para levar brasileiros para conhecerem a vida local de lá, que vai muito além dos pontos turísticos.
Perfil
Nome: Carmem Célia Colete Tech
Idade: 58 anos
Signo: Sagitário
Marido: Valdir Tech
Filhos: Rogers e Renan
Netos: Ana Beatriz e Ana Luiza
Time: Corinthians
Livro de cabeceira: A Bíblia e o celular
Música: MPB e samba
Ídolo: Roberto Carlos
Cor: Vermelho
Palavra preferida: Sabedoria
Hobby: Dança
Para quem dá nota 0: para a corrupção
Para quem dá nota 10: para a família
Contato: techtur@techtur.com.br