| Douglas Reis |
| Entre as ruas Conselheiro Antônio Prado e Araújo Leite, há um poço de visita desnivelado |
A assistente social Tânia Regina Octaviano, de 50 anos, precisou trocar o escapamento do seu carro. O prejuízo foi causado por um problema enfrentado por muitos motoristas bauruenses: os buracos formados pelo desnível entre o asfalto e os poços de visita do DAE. Diariamente, ela e outros tantos condutores têm de enfrentar tais obstáculos, presentes em vias onde o recape foi feito, mas o nivelamento dos equipamentos, não.
Além do prejuízo próprio, a motorista já presenciou outros colegas caindo na mesma "armadilha". "Não é preciso rodar muito, você encontra este tipo de buraco em diversos trechos da cidade", complementa.
É o que também revela a gerente de uma loja situada entre as ruas Conselheiro Antônio Prado e Araújo Leite, Rose Segura, de 53 anos. O estabelecimento, inclusive, fica em frente a um poço de visita desnivelado.
Quando começou a trabalhar no local, Rose passou despercebida pelo buraco e, por sorte, o seu veículo saiu ileso. "Agora, eu ando devagar e, assim, consigo evitar dor de cabeça", constata.
BUEIROS
| Douglas Reis |
| Tânia Octaviano teve prejuízos ao cair com carro em poço |
Titular da Secretaria Municipal de Obras, Ricardo Zanini Olivatto alega que os chamados poços de água pluvial ou bueiros são de responsabilidade da pasta. "Logo, quando executamos o recape asfáltico, já aproveitamos para readequá-los", observa.
O secretário alega que a maioria dos casos em que há desnível em relação ao asfalto diz respeito aos poços de visita, cuja manutenção deve ser feita pelo DAE.
MAIS DE 200 QUEIXAS
Os poços de visita são mesmo de responsabilidade do autarquia de água e esgoto. Para se ter ideia, o município possui dois equipamentos do tipo a cada quadra. Entre 5 de abril de 2018 e 5 abril de 2019, o DAE registrou 241 pedidos de reparo destes dispositivos.
Em nota, a assessoria de comunicação da instituição esclarece que cabe aos técnicos da autarquia nivelar as tampas dos itens sempre após o recape. Nestes casos, os servidores recortam o asfalto e elevam o nível dos dispositivos, sendo que a prioridade para os reparos são os locais com maior desnível e intenso fluxo de veículos.
NOVO MÉTODO
Segundo o órgão, desde o ano passado, o DAE utiliza um novo método de reposição de tampões, no qual a substituição é feita em menos de duas horas, liberando o trânsito rapidamente.
Antes, a equipe trabalhava com o concreto fresco, "in loco", e demorava de quatro a cinco horas para terminar a substituição da tampa. O tráfego era liberado só depois de três dias.
O novo método consiste na confecção de uma base de concreto armado, com o aro e a tampa do poço já chumbados. O equipamento vem pronto da Regional da Construção Civil e só precisa ser acoplado ao pavimento.
Espera-se que, com isso, o número de buracos formados por poços diminuam.
VALETAS
De acordo com o secretário Ricardo Olivatto, a preocupação da Obras se estendeu às valetas. Tanto que, em setembro do ano anterior, o JC publicou uma reportagem dizendo que o órgão havia iniciado um cronograma para reduzir a profundidade destas depressões. Conforme informações da assessoria de imprensa da prefeitura, já foram recuperadas 60 canaletas. No entanto, o serviço está parado, porque a pasta não recebeu mais solicitações por parte da população.
SERVIÇO
Para solicitar o reparo de poços de visita desnivelados junto ao DAE, o cidadão deve entrar em contato através dos telefones (14) 3235-6110, (14) 3235-6140 ou 0800-7710-195.