09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Eutanásia ou suicídio assistido?!

Roque Roberto Pires de Carvalho
| Tempo de leitura: 3 min

Escolher o tipo, o dia, a hora, acompanhado de profissionais da saúde, para se matar com dignidade? Incluir nas reformas políticas, com o objetivo único de se aliviar as folhas de pagamento - aos idosos e aposentados, a chamada " lei da eutanásia" para excluir definitivamente o idoso, o doente do Livro dos Vivos?!

Ao longo dos séculos, e neste incluído, o Homem ainda não abandonou a ideia de querer ser Deus?! A partir de 18 de abril de 1857, quando Allan Kardec lançou, na França, o primeiro livro que contém os princípios básicos da Doutrina dos Espíritos, abriu-se o Portal da Nova Era a que Jesus tanto enfatizou em sua Jornada terrena qual seja "Amai-vos uns aos outros e ao próximo como a ti mesmo".

Foi o momento histórico mais esclarecedor para a humanidade, quando o Homem, já desenvolvido intelectualmente, ao ponto de assumir a Fé raciocinada, conclui que ele não é nada se não obedecer as Leis Eternas e Imutáveis do Criador. E o Criador faz o Homem, deposita-o numa esfera de Evolução e o retira para Si, quantas vezes forem necessárias para que se realize o progresso moral a que todos somos fadados.

Só Ele, apenas Ele, Deus, Pai Universal, tem o poder sobre a Vida Eterna de cada ser que Ele cria. As tentativas de forçar com argumentos práticos e econômicos a introdução nas Leis humanas que incitam ao Ato Covarde, contrariando as Leis de Deus, tanto a eutanásia como suicídio assistido, trará sérias conseqüências aos que sugerem a idéia e aos que a acatam, tresloucados, solitários e perdidos no materialismo que teima em hipnotizar os ignorantes e insensatos, para conseguirem seus objetivos de domínio e de economia, sob o poder das Trevas.

Cristo, o mesmo Jesus, que entre os Cristos do Universo, encarnou entre os desesperados da Terra, para ser "O Caminho, a Verdade, a Vida" modelo único a ser seguido, que não optou pelo suicídio assistido, nem fugiu ao sacrifício do martírio, para dizer eloquentemente, sem deixar escritos, que o sacrifício, a renúncia, a dor, conferem a cada criatura de Deus, a formosura, a leveza, a Felicidade Real do Espírito Imortal.

Prática da eutanásia ou do suicídio assistido, é a postergação do sofrimento, para além da vida física, desrespeito às Leis do Progresso Universal, gerador da compulsoriedade do "Recomeçar, Reconstruir, Resgatar e Seguir em Frente, sem Cessar". Arrependimento, Expiação, Reparação, alicerces na construção do Homem Novo que um dia clamará como Paulo de Tarso - "Já não sou eu mais que vivo, mas, é o Cristo que vive em mim". Mas para conseguirmos entender essa proposta do Cristo, teremos que adquirir cultura espiritual na "Literatura Espírita" - com Allan Kardec, Chico Xavier, Divaldo Franco e outros mais, em cujo bojo se percebe gradativamente que "Fora da caridade, não há salvação".

Em nosso País e em sua população germinam sempre as idéias de se abreviar a dor de pacientes considerados terminais pela medicina tradicional, em verdade, se acreditando mesmo que para esses pacientes não há cura, acredita-se também que para esses casos a Ciência fracassou, não havendo mais tantas necessidades na aquisição de equipamentos caríssimos e de investimentos em Pesquisas avançadas. Para as mentes materialistas da atualidade, economia em primeiro lugar...

Por ora, escapando de exemplos de outros Países, para nós a eutanásia, assim como suicídio assistido , estão previstos e contemplados no Código Penal vigente em seus artigos 121 e 122, não revogados.