| Aceituno Jr. |
| 6.º Passeio Ciclístico da Autodefensoria e a 4.ª Caminhada pelo Autismo reuniram grande público |
| Tamara Carreira |
| Coral do Grupo Amigos do Parkinson (GAP) realizou a sua primeira apresentação neste domingo |
A avenida Getúlio Vargas, nas manhãs de domingo, já virou "point" em prol da saúde. Neste final de semana, mais uma vez, importantes ações foram realizadas na via. Teve desde caminhada em prol do autismo até coral de pessoas com Parkinson.
O primeiro evento foi promovido pela Apae Bauru. O 6.º Passeio Ciclístico da Autodefensoria e a 4.ª Caminhada pelo Autismo arrecadaram 100 quilos de alimentos não-perecíveis para a entidade.
Vice-presidente da Apae, Emerson Crivelli explica que o objetivo da iniciativa é conscientizar a sociedade sobre o autismo e outros transtornos intelectuais. "Quando você conhece, você respeita", argumenta.
Já o coordenador geral da instituição, Roberto Franceschetti Filho diz que a Apae estimula o protagonismo da pessoa com deficiência através do Serviço de Proteção Social Especial - Autodefensoria. "Estas pessoas têm os mesmos direitos de qualquer outra e precisam saber disso", pontua.
Mateus Blengini Gumieiro é portador de deficiência intelectual e está ciente dos próprios direitos. Tanto que, anualmente, colabora com a organização do passeio ciclístico. Segundo ele, protagonizar uma iniciativa como esta é a realização de um sonho. "Nós arrecadamos alimentos e incentivamos a prática de atividade física", acrescenta.
CORAL
Após um mês de ensaios, o coral do Grupo Amigos do Parkinson (GAP) fez sua primeira apresentação na manhã deste domingo, na Praça da Copaíba. As canções escolhidas pelos integrantes para a estreia, que têm como pano de fundo mensagens de otimismo, encantaram o público.
O coral abriu a apresentação com a música "Beijinho doce", seguida de "Cabecinha no ombro", "Xodó", "Tristeza" e "Amigos para Sempre". "São músicas que têm um tema para cima, alegre, e que elevam o espírito da gente", conta a professora do coral, Rosângela Salles.
De acordo com ela, cerca de 20 parkinsonianos que frequentam o GAP se reúnem a cada quinze dias para os ensaios, às quartas-feiras. "O coral é recente, tem um mês apenas. Foi uma estreia, ainda um pouco tímida, mas já estamos preparando outra apresentação", afirma.
Segundo a professora, a atividade funciona como uma terapia e ajuda no desenvolvimento dos pacientes. "A gente capricha bastante nos aquecimentos, na técnica vocal. O fazer cantar ajuda tanto na parte emocional quando na parte fisiológica deles e no tratamento", diz.
Antes da apresentação, o GAP, que conta com uma série de outras atividades, também fez uma passeata pela avenida.