O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru e Região (Sinserm) e a Prefeitura de Bauru ainda não chegaram a um acordo sobre a greve dos servidores, encerrada na semana passada. Nessa terça-feira (9) à tarde, em audiência de conciliação no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), a prefeitura manteve a posição de descontar os dias parados, o que não foi aceito pelo Sinserm. Com o impasse, uma nova audiência de conciliação foi marcada para o dia 23 de abril, às 14h, novamente na capital do Estado. Se o sindicato e o governo chegarem a um acordo antes, o encontro é cancelado e o acordo vai para homologação. Por outro lado, se o assunto chegar em discussão e continuar sem solução na nova audiência, o processo de dissídio coletivo começará a ser analisado pelo TJ, especialmente na parte relativa aos dias parados e como será a reposição ou desconto.
O Sinserm entende que a prefeitura pode negociar a reposição dos dias parados, o que não causaria prejuízo financeiro aos servidores. Já a Prefeitura de Bauru avalia que deve descontar.
Na Educação, haverá reposição, pois é necessário cumprir o número de dias letivos. Nas demais áreas, a proposta do governo é abater as horas a mais de quem ainda tem saldo de horas, e descontar no pagamento de quem não possuir essas horas pendentes. Já no aspecto financeiro, o projeto de lei com o reajuste já foi encaminhado para a Câmara Municipal, e ontem recebeu o parecer pela normal tramitação na Comissão de Justiça, do vereador Markinho Souza (PP), e segue para a Comissão de Economia.