10 de julho de 2026
Geral

Em meio a dor, fiéis rezam pela paz

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 3 min

Douglas Reis
Ainda ontem, os fiéis participaram da Procissão do Senhor Morto, que passou por ruas do Centro 
Fiéis acompanharam a celebração de Adoração à Santa Cruz na Catedral do Divino Espírito Santo, com o bispo dom Rubens Sevilha

Na tarde de ontem, dia em que a comunidade católica celebra a Paixão de Cristo, dezenas de fiéis acompanharam a celebração de Adoração à Santa Cruz na Catedral do Divino Espírito Santo de Bauru. Em meio ao sentimento de dor em memória de Jesus, que sacrificou a sua vida para salvar a humanidade, os católicos aproveitaram para fazer uma reflexão silenciosa sobre suas ações e rezar pela paz no mundo.

Para a dona de casa Maria Aparecida Miranda, a Sexta-feira Santa representa um momento de muita dor e tristeza, mas também de renovação. "Jesus morreu na cruz para nos salvar. E, hoje, a gente relembra esse momento com tristeza, mas a alegria vem em seguida, com a Páscoa", conta. "Eu aproveito para pedir pela paz no mundo, por menos catástrofes e menos violência, e para que o Brasil, com a paz, prospere".

O almoxarife Sérgio Luiz Ramos diz que segue as tradições católicas durante todo o período da Quaresma. Para ele, esta época faz com que repensemos atitudes e nos posicionamentos diante do mundo e do outro. "Eu me sinto realizado na Quaresma. Para mim, esse momento representa a Ressurreição e a salvação da humanidade", declara. "E, hoje, o mais importante pedido é a paz no mundo, porque está bem complicado".

O bispo da Diocese de Bauru, dom Rubens Sevilha, ressaltou o significado da celebração de ontem para a Igreja Católica. "Hoje (ontem), revivemos o fato mais importante na história da humanidade, o julgamento injusto, onde o ser humano julga o filho de Deus, o condena, o tortura e o mata. A Sexta-feira Santa, para nós, é um dia de reflexão, de oração, de jejum, em que a humanidade se entristece pelo mal", salienta.

Douglas Reis
Sérgio Ramos: "O mais importante pedido é a paz no mundo"
Maria Miranda: "Jesus morreu na cruz para nos salvar"

"Só que, para nós, também é uma etapa, um caminho, um dia. Tudo termina amanhã (hoje) na Ressurreição. O mais importante é a Ressurreição. Eu sempre digo que morrer, todo mundo morre. Eu quero ver ressuscitar. É aí que está a força de Deus, a resposta de Deus. Nós, hoje (ontem), fizemos o mal e Deus responde com sua graça, com a Ressurreição e com a vida".

EXEMPLO

Segundo o bispo, toda essa simbologia em torno da Paixão de Jesus deve servir como exemplo para que possamos reviver o amor Dele em relação ao próximo. "Cristo está sendo crucificado. Mas, hoje, tantas pessoas ainda sofrem. O mal continua sendo feito para muitas pessoas", afirma.

"Jesus continua sendo crucificado e torturado em tantas pessoas. Precisamos refletir também sobre nossa maldade, que continua", completa o bispo dom Rubens Sevilha.

Ainda ontem, na parte da noite, os fiéis participaram da Procissão do Senhor Morto, que passou por várias ruas do Centro de Bauru.

Você sabia?

A Sexta-feira Santa é o único dia, durante todo o ano, em que não há missa e nem consagração das hóstias. A celebração da Santa Cruz começa e termina em silêncio. Nela, o padre se prostra em frente ao altar (na foto), em sinal de humildade e de tristeza. A celebração ocorre às 15h, exatamente o horário em que Cristo foi morto.

Hoje

Neste sábado, ocorre o encerramento do Tríduo Pascal. A celebração está marcada para as 20h na Catedral do Divino Espírito Santo, na Praça Rui Barbosa.

Amanhã, dia de Páscoa, as missas no local seguem o horário habitual, às 7h30, 10h e 19h. Vale lembrar que os fiéis devem consultar o horário das celebrações em suas respectivas paróquias.