09 de julho de 2026
Geral

Nada contra o cafezinho, mas cuidado com o excesso


| Tempo de leitura: 1 min

O café é tão amado no Brasil - e fora dele. A bebida que ganhou o paladar de brasileiros e estrangeiros traz inúmeros benefícios para a saúde de seus consumidores. O contraponto é o exagero, que pode causar um certo tipo de vício.

A bebida é rica em cafeína, que ajuda a manter o cérebro mais alerta durante o dia. "O café também bloqueia a recepção de adenosina no cérebro, uma substância responsável pela sensação de sono. O líquido ajuda a melhorar os movimentos peristálticos, fazendo com que a prisão de ventre seja minimizada", diz a nutricionista Maria Clara Pinheiro.

Além da cafeína, outras substâncias como cromo, cobre, zinco, manganês, magnésio e ferro também estão presentes na bebida. "Esses são micronutrientes que estão envolvidos em inúmeras funções e vias metabólicas em nosso organismo, imprescindíveis para a manutenção do equilíbrio corporal. Eles trazem benefícios para o crescimento capilar e emagrecimento", exemplifica Nívea Bordin Chacur, nutróloga da clínica Leger.

Apesar de todos esses benefícios, porém, é preciso ter cuidado ao consumir café porque sua principal substância, a cafeína é passível de dependência. Uma xícara de expresso tem em torno de 60mg de cafeína. O ideal é não consumir mais que 200mg de cafeína por dia, ou seja, mais de três doses.

"As pessoas podem apresentar uma síndrome da abstinência quando ele não é consumido, gerando irritação, cansaço, inquietação e nervosismo. Em altas doses, o café pode aumentar o risco de hipertensão arterial, pois aumenta a vasoconstrição (diminui o diâmetro dos vasos sanguíneos), aumentando risco de infarto", alerta Maria Clara Pinheiro.

Além disso, a bebida pode interferir na qualidade do sono e gerar insônia em pessoas sensíveis. Por isso, é melhor evitar seu consumo à noite.