08 de julho de 2026
Internacional

'Ouvi a explosão', diz brasileira

FolhaPress
| Tempo de leitura: 1 min

Enquanto fazia turismo com o marido pelas ruas de Colombo, maior cidade do Sri Lanka, a geóloga brasileira Alice Ferreira Souza, 35, ouviu uma explosão. Eles estavam em um tuk-tuk (triciclo motorizado popular na região), o motorista disse que provavelmente o barulho vinha de algum gerador em pane e continuou o passeio. 

Cerca de 40 minutos depois, ao voltar para a área, o veículo parou em frente ao hotel Cinnamon Grand. E só daí ela soube o que de fato havia acontecido.  "Descemos e vimos uma confusão absurda", conta ela. "O prédio estava cercado, tinha muita polícia, gente carregando pessoas para dentro de ambulâncias, curiosos parando para tirar foto", descreve.

 

Ela procurou reportagens sobre os atentados nos sites de notícias, mas só encontrou um link naquele momento. Mesmo assim, procurou um wi-fi para mandar uma mensagem para a mãe dizendo que estava bem. Só depois de um tempo, foi saber que se tratava do mais violento atentado no país desde o fim da guerra civil, há dez anos.

Alice e o marido moram atualmente na Arábia Saudita e passavam pelo Sri Lanka voltando de uma viagem para a China e a Coreia. Eles ficariam no país até amanhã, mas decidiram antecipar a volta após o que aconteceu.

No aeroporto, a situação estava mais conturbada -sem táxis nas ruas, eles chegaram até lá de tuk-tuk, em um trajeto que levou mais de uma hora e meia.

"Estava um caos. A entrada do aeroporto bloqueada, todos os carros eram revistados por policiais armados, tinha um engarrafamento enorme. Vimos muitos turistas querendo ir embora também", conta.