| DAE /Divulgação |
| O diretor de Serviços do DAE, Fernando Offerni, mostra o projeto com as intervenções na rede |
A Secretaria Municipal de Obras não deve mais romper o piso novo do recape da Nuno de Assis para buscar solução aos pontos de inundação na região do Rio Bauru. A necessidade de intervenção, que causaria danos no pavimento da avenida, foi mencionada pelo secretário de Obras, Ricardo Olivatto, em audiência pública que discutiu a recente inundação no local. Mas, após vistoria técnica realizada pelo Departamento de Água e Esgoto (DAE), a previsão é de que a ação não será necessária.
Na reunião pública com moradores que reclamaram de inundação acima do normal na quadra 1 da rua Gustavo Maciel, na rua Inconfidência e na rua Aparecida, o secretário observou a redução da cota da drenagem que desemboca no Rio Bauru nesses pontos. "Terei de ver esta informação junto ao DAE e analisar o projeto de intervenções realizadas lá quando da passagem dos interceptores, no governo anterior. A necessidade de aumentar a capacidade de drenagem para o Rio Bauru envolve abrir o local e o recape no ponto. E tem também o problema na passarela que estava escorada na ponte para resolver", comentou.
Isso porque o DAE teve de realizar adaptações na rede de drenagem com a passagem dos interceptores. Conforme Olivatto, a intervenção gerou a redução do diâmetro da tubulação, criando um "obstáculo" à descida da água para escoar no Rio Bauru.
Mas, nesta semana, o diretor de Serviços do DAE, Fernando Offerni, esclareceu o que foi feito, conforme projeto. "Nesse ponto que envolve a quadra 1 da rua Gustavo Maciel, tinha uma tubulação de 80 centímetros. E o projeto executado aumentou para três tubulações de 60 centímetros. Além disso, aumentamos um ladrão de excesso, com grelha, e em uma cota bem mais alta do que a calha do rio, passando por cima do interceptor. O fato é que a calha do rio é rasa e de concreto, o que dificulta intervenção. E o nível da rua nesse ponto é muito próximo do rio. Basta encher um pouco e sobe o volume na calha que isso retorna para a rua. É uma situação crítica antiga aqui dessa rua", observa.
Mas, como os moradores dessa área alegam que esses pontos sempre inundaram, o secretário de Obras pontuou que a manutenção da limpeza da calha é a medida paliativa para tentar impedir novos incidentes.
"O rio não pode subir. E isso, hoje, nós temos que cuidar com a manutenção da limpeza da calha. Como é concreto lá, a obra passa a ser rebaixar a calha do rio em pelo menos um trecho. Mas precisa de recursos para essa intervenção no concreto. Vamos continuar limpando e não vamos abrir outra tubulação lateral diante da posição do DAE. Vou avaliar a instalação de três bocas de lobo para aumentar a vazão e ver a intervenção de levantar o nível da passarela, com solda na estaca, para eliminar esses obstáculos naturais ao curso da água durante chuvas mais pesadas", complementa Olivatto.