A judoca Amanda Dutra tem passagem aérea marcada para o Líbano para quarta-feira, dia 1.º de maio. O bilhete é só de ida. Insatisfeita com a falta de apoio da Confederação Brasileira de Judô nos últimos anos, a segunda colocada no ranking brasileiro nos meio-médios (até 63 kg) decidiu se naturalizar libanesa. Seu sonho é a Olimpíada de Tóquio. Só neste ano, três lutadores procuraram a entidade para mudar a bandeira. Preocupada com esse êxodo, a Confederação Brasileira de Judô publicou uma resolução administrativa que determina que competidores da seleção brasileira que queiram trocar de "time" paguem uma taxa administrativa que varia entre R$ 50 mil e R$ 150 mil como forma de reparação pelos investimentos da entidade no desenvolvimento do atleta.