| Câmara Municipal/Divulgação |
| Os vereadores Sandro Bussola e Roger Barude pediram ajuda a José Carlos Tavares e Divino Peixoto, assessores do deputado estadual Dirceu Dalben |
| Malavolta Jr. |
| A vereadora Telma Gobbi, da Comissão de Saúde, afirma que novamente o Estado precisa dar respostas |
A quebra da máquina de hemodinâmica do Hospital de Base (HB) fez com que vereadores se posicionassem nessa terça-feira (30) pedindo agilidade do governo do Estado para a compra de um novo equipamento. A Associação Paulista de Medicina (APM) destaca que a falta do aparelho pode ter consequências graves, e também pede que a compra ocorra rapidamente. O prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD) também vê o caso com preocupação.
O JC revelou, na edição dessa terça (30), que o HB está sem o equipamento desde o dia 18 de abril. A Secretaria de Estado da Saúde admite que o aparelho era obsoleto - usado desde os anos 1980 - e não havia mais possibilidade de conserto. Desta maneira, apenas a compra de um novo resolverá o problema, com um custo de cerca de R$ 2,5 milhões. O aparelho era usado no diagnóstico e tratamento de doenças que provocam obstrução de artérias, como infarto, AVC, aneurisma, isquemia e trombose, e agora o único equipamento em Bauru é o do Hospital Estadual (HE) para atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS).
O Departamento Regional de Saúde (DRS) de Bauru diz que a região possui cinco máquinas de hemodinâmica disponíveis, contando com a do HE. Afirma ainda que analisa medidas com os gestores regionais para garantir a assistência. Vale lembrar que área de atuação da DRS de Bauru é ampla e compreende mais de 60 cidades. O departamento alega também que o equipamento será substituído, mas não dá prazos para isso ocorrer.
RÁPIDO
No HB, a máquina realizava cerca de 70 cateterismos por mês, e atendia angioplastias de urgência. A vereadora Telma Gobbi (SD), presidente da Comissão de Saúde da Câmara, frisa que vai buscar um diálogo com o Estado pela reposição rápida do aparelho que é usado em vários procedimentos cardíacos. "Soube na última sexta-feira que a máquina tinha parado de vez, pois já houve problemas antes, o aparelho era antigo e não tem peça de reposição fácil. Pretendemos visitar o HB, apesar de ser uma unidade do Estado, mas atende toda a região e a hemodinâmica era importante. O que precisamos é de uma resposta, quando efetivamente teremos a compra de um novo aparelho para o tratamento da população que mais necessita", relata.
Também na tarde dessa terça-feira (30), o vereador Sandro Bussola (PDT), da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, destacou que vai conversar com o Estado, e já manteve contato com o deputado estadual Dirceu Dalben (PR). Ele e o vereador Roger Barude (PPS), membro da comissão, receberam ontem dois assessores do parlamentar. "Se não bastasse a falta de leitos, que já nos consome tanta luta, vamos dar início a uma nova mobilização. A imprensa noticia que eram feitos 70 cateterismos por mês graças a essa máquina. Sem contar prejuízos a pacientes com AVC, trombose e outras doenças. Quem vai absorver essa demanda agora? Médicos estão dizendo que pacientes terão que contar com a sorte. De novo, vamos ter que perguntar quanto vale uma vida ", frisa.
O prefeito Clodoaldo Gazzetta afirmou ao JC que apesar de o HB ser do Estado, vai tentar ajudar para chegar a uma solução. "A quebra é algo preocupante pois o HB atende uma região grande, e assim como na situação da ampliação dos leitos, vamos atuar com o Estado e pedir neste caso a compra. Acredito que pela importância do equipamento, a solução deve acontecer em um prazo curto", cita.
| Malavolta Jr. |
| Marcos Cabello dos Santos, presidente regional da APM, iniciou mobilização |
Associação Paulista de Medicina mostra preocupação
Para o presidente da APM na região de Bauru, o médico Marcos Cabello, a falta do aparelho pode causar até mortes, pois o HB é a porta de entrada de casos graves, uma vez que está ao lado do Pronto-Socorro Central (PSC). O deslocamento de pacientes até o HE pode complicar o estado de saúde deles, cita o médico. "O aparelho que era usado no HB já estava obsoleto, e seria necessário comprar um novo. A Associação Paulista de Medicina vê o caso com muita preocupação, já que o HB é praticamente a porta de entrada principal da região para casos graves que chegam através do Samu. O tratamento de doenças coronarianas depende muito do tempo, e deve ser evitado muito deslocamento com o paciente. Entendo que o caso é preocupante, tanto que ao tomar conhecimento da notícia entrei em contato com outros membros da APM e com o Rubens Cury (médico e secretário-executivo estadual de Desenvolvimento Regional) para tentar agilizar uma solução e saber se é possível a compra de um novo equipamento, algo que repito seria fundamental", afirma Cabello.