10 de julho de 2026
Nacional

Justiça condena adolescente terceiro suspeito de ataque em Suzano

FolhaPress
| Tempo de leitura: 1 min

São Paulo - A Justiça condenou o jovem de 17 anos acusado de ser o terceiro envolvido no massacre na escola estadual Raul Brasil, em Suzano, que deixou oito mortos no início de março deste ano. Ele seguirá internado em uma unidade da Fundação Casa, mas agora por prazo indeterminado - o limite estabelecido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente é de três anos, com liberação compulsória aos 21 anos.

A decisão do dia 30 de abril é da juíza Erica Marcelina Cruz, da Vara da Infância e da Juventude, que havia determinado a apreensão e internação provisória do adolescente por 45 dias em 19 de março. 

Durante a investigação policial foram analisados os celulares do adolescente e dos dois atiradores -- Guilherme Taucci, 17, e Luiz Henrique de Castro, 25. Mensagens trocadas entre os três teriam revelado indícios da participação do jovem na organização do crime.

Na casa do adolescente, os policiais encontraram desenhos de pessoas mortas, mensagens criptografadas e uma bota militar muito semelhantes às achadas na casa dos dois atiradores. 

Um vídeo mostra que Taucci e o jovem de 17 anos foram até um estande de tiros e treinaram disparos com armas airsoft e arco e flechas, cinco dias antes do ataque. 

Segundo a Polícia Civil, o adolescente teria participado ainda da compra do machado usado para ferir alunos e professores. 

Após a apreensão do jovem, o delegado titular da delegacia de Suzano, Alexandre Henrique Augusto Dias, disse considerar que ele era o autor intelectual do ataque à escola, ao lado de Guilherme, embora ainda não soubesse o que teria provocado a saída dele da efetivação do ataque.

O jovem condenado é ex-aluno da Raul Brasil e era amigo de Taucci, tido pela polícia como líder do ataque a tiros. Os dois estudaram na mesma classe.

O advogado Marcelo Feller, defensor do adolescente apreendido, diz que vai recorrer da decisão.