11 de julho de 2026
Geral

"Uber off" em Bauru: motoristas protestam contra taxas, aumento do combustível e asfalto

Bruno Freitas
| Tempo de leitura: 2 min

Bruno Freitas
Mais de 40 motoristas de aplicativo de Bauru se concentraram, por volta de 10h (e outros chegaram depois), para participar da paralisação no movimento "Uber Off", que acontece no mundo todo

Quem acionou o aplicativo Uber para chegar ao seu destino, no início da manhã de quarta-feira (8), encontrou dificuldades com a busca de motoristas e ainda com o preço. Como a maioria dos condutores credenciados na cidade aderiu à paralisação internacional, o preço chegou a triplicar por volta entre 7h e 8h, conforme o JCNET testou. 

O chamado “Uber off” é uma ação organizada em vários países em que os motoristas pedem regras para garantir melhor remuneração pelo serviço prestado. Além dos debates por meio de mensagens em grupos de whatsapp, uma reunião presencial entre eles deve ocorreu na manhã de hoje, no entorno do Sambódromo, no núcleo Geisel.

Já o aplicativo concorrente “99” funcionou normalmente, conforme a reportagem testou, mas foi sobrecarregado pelo grande número de chamadas. Por essa razão, também teve o preço acrescido no início da manhã.

Reivindicações

Bruno Freitas
Phillip Duran trabalha como motorista do Uber em Bauru de forma integral

Phillip Duran, 40 anos, um dos motoristas do Uber que estão participando da paralisação, falou sobre as reivindicações do grupo que trabalha em Bauru. “Somos contra as taxas abusivas que o Uber cobra, entre elas o custo de deslocamento, a taxa mínima, a de cancelamento, as questões de falta de segurança também, todas específicas do aplicativo. Outro problema é a alta dos combustíveis, porque o governo tirou dos caminhoneiros para colocar o aumento na população. Além disso, ainda temos os buracos no asfalto de Bauru”, disse.

Ele cobrou o retorno à população sobre o IPVA pago no começo do ano. “Onde estão os 30% do IPVA que eu pago, que ficaria aqui na cidade? Não dá para rodar duas ou três semanas sem fazer alinhamento no carro”, critica.

Phillip Duran e outros motoristas afirmaram também que não existe atualmente qualquer motorista autorizado pela maioria para representá-la enquanto categoria. Tudo é resolvido em conjunto, de forma democrática e por meio de grupos de whatsapp. 

Os motoristas fizeram ainda, durante o período da manhã, um “buzinaço” por ruas da cidade.

A reportagem procurou a sede da Uber, em São Paulo, mas a empresa informou que ainda não vai se manifestar sobre o tema. Em Bauru, o aplicativo funciona desde 8 de março de 2018. 

A reportagem completa você confere na edição impressa do JC desta quinta-feira.