Leio em nosso querido Jornal da Cidade (08/05) as reflexões sobre as constantes e comuns depredações do patrimônio público. O que leva alguém a depredar?
Várias são as opiniões, mas o que emerge é o sentimento de desagregação social.
Tenho para mim que a desagregação social não é um sentimento exclusivo dos integrantes de bandos de vandalismo.
Igualmente são desagregados socialmente as pessoas que se servem do patrimônio público para indevidamente se locupletarem.
São socialmente desagregados os seres que são escolhidos a dedos para ir aos mais altos cargos para defender nossa Constituição - e não a defendem.
São desagregados sociais aquelas majestades que se imiscuem no poder e o exercem em causa própria.
São desagregados os indivíduos que prometem e depois não cumprem o plano de governo.
Também o são as irmãs Cajazeiras que trabalham contra o país na Câmara Federal.
Enfim, os desagregados sociais não são somente os jovens desafortunados que, sem família regrada, passam suas noites pelas ruas manifestando sua imoderação.
A sensação de não pertencimento ao senso comum coletivo existe no Supremo, no Executivo e no Legislativo, em larga escala, infelizmente.