09 de julho de 2026
Geral

Após paralisação, Ubers voltam hoje

Marcele Tonelli e Bruno Freitas
| Tempo de leitura: 2 min

Bruno Freitas
Aproximadamente 50 motoristas da Uber se reuniram nas imediações do Sambódromo, nessa quarta-feira (1) de manhã, para protestar

Em consonância com um movimento mundial, motoristas da Uber de Bauru paralisaram suas atividades nessa quarta-feira (8) por 24 horas. Hoje, o aplicativo deve funcionar normalmente. A promessa dos condutores que aderiram ao chamado "Uber off" era de voltar ao trabalho a partir de 0h01 desta quinta-feira. Nesta quarta de manhã, cerca de 50 Ubers se reuniram nas imediações do Sambódromo para protestar por melhores condições de trabalho e de remuneração na atividade.

Quem acionou o aplicativo Uber para chegar ao seu destino, no início da manhã dessa quarta (1), encontrou dificuldades com a busca de motoristas pelo aplicativo, já que grande parte aderiu à paralisação internacional. Segundo reportagem apurou, o preço chegou a triplicar entre 7h e 8h. Uma corrida que, geralmente, custa cerca de R$ 9,00 era cotada a R$ 28,00 neste horário.

Um "buzinaço" por ruas da cidade também foi protagonizado por um grupo de Ubers. O protesto contra a empresa ocorre em razão da abertura de capital do aplicativo na Bolsa de Valores. Em Bauru, a atuação da Uber teve início em março de 2018, conforme o JC noticiou.

Bruno Freitas
Uber, Rodrigo Fulador reclama que a empresa deveria melhorar as condições de trabalho para os motoristas antes de pensar em abrir capital na Bolsa de Valores

"Eles abrem o capital e esquecem de melhorar as condições de trabalho para nós, motoristas. A taxa de 40% sobre as corridas é absurda e não muda. Ela não deveria passar de 25%, porque não temos segurança alguma", reclama Rodrigo Fulador, que é Uber há 9 meses e atua nas madrugadas. "Eu mesmo quase fui roubado. Uma mulher solicitou a corrida e, quando cheguei lá, eram dois homens, que pularam na frente do carro. A sorte é que eu consegui acelerar", conta.

Phillip Duran, 40 anos também protestava contra as taxas por considerá-las abusivas. "O custo de deslocamento, a taxa mínima e a de cancelamento, as questões de falta de segurança também. Além de tudo, ainda temos os buracos no asfalto de Bauru. Não dá para rodar duas ou três semanas sem fazer alinhamento no carro", acrescenta.

O JC entrou em contato com a assessoria de comunicação da Uber, contudo, a empresa não se posicionou sobre o assunto até o fechamento desta edição.