Atlético-MG e Santos empatam no Independência e deixam definição para o Pacaembu
| Fernando Moreno/Estadão Conteúdo |
| Lance durante a partida, nesta quarta-feira (15), válida pela Copa do Brasil 2019, no Estádio Independência, em Belo Horizonte (MG) |
O primeiro encontro entre Atlético-MG e Santos pelas oitavas de final da Copa do Brasil foi movimentado, mas sem gols. Nesta quarta-feira (15), no Independência, os times desperdiçaram oportunidades e não saíram do 0 a 0, deixando a definição da série aberta para o duelo de volta, que vai ser disputado apenas em 6 de junho, no Pacaembu.
Com Jorge Sampaoli suspenso por expulsão na fase anterior da Copa do Brasil, o Santos foi orientado da área técnica pelo auxiliar Jorge Desio e voltou a ter mudanças na escalação, com a retomada do esquema com três zagueiros e os retornos de Jean Mota e Derlis González para a formação inicial. Já no Atlético-MG, a presença de José Welison no lugar de Adilson foi a única novidade, sendo que o time encerrou uma sequência de nove jogos em que havia sido vazado.
Embora a partida tenha sido disputada no Independência, o domínio do primeiro tempo foi todo do Santos. Era o time visitante que controlava as ações diante do Atlético-MG, que logo nos minutos iniciais perdeu Fábio Santos, lesionado, e precisou improvisar Patric na lateral direita.
O Santos apostava na velocidade de Rodrygo e Derlis González pelas pontas, com a parceria de Victor Ferraz e Jorge, dando trabalho a Guga e Patric, que tinham grande dificuldade na marcação. Além disso, Jean Lucas ditava o ritmo no meio-campo, que trocava passes e ainda pressionava a saída de bola, sufocando o Atlético-MG. Em um desses momentos de marcação pressão, teve boa chance com Victor Ferraz, aos 28 minutos, que bateu por cima após avançar com a bola, recuperada depois de um passe errado de Réver.
Acuado, o Atlético-MG mal aproveitava os espaços dados pelo Santos, só conseguindo finalizar após erros da defesa adversária - em uma delas, Ricardo Oliveira bateu para muito longe. E foi criar a sua primeira boa trama ofensiva após os 30 minutos, quando depois de troca de passes que envolveu Geuvânio e Chará, Luan bateu de longe e para fora, assustando Éverson.
Foi, porém, uma rara oportunidade do Atlético-MG, que se ressentia da falta de um organizador no meio-campo para criar jogadas perigosas e também reter mais a posse de bola. Até por isso, quem seguiu criando chances foi o Santos, que quase marcou um golaço aos 39 minutos, quando Jean Mota, na esquerda da entrada da área, pedalou diante de Guga e chutou cruzado, só não marcado por causa da boa defesa de Victor.
O cenário da partida se alterou no segundo tempo. O Atlético-MG voltou do intervalo com a marcação adiantada, começou a roubar mais bolas, mas tinha problemas para ser perigoso pelo bom desempenho do trio de zagueiros do Santos, pela atuação apagada de Ricardo Oliveira e também por alguns passes errados, ameaçando no começo apenas em uma finalização de Luan.
Com a intenção de tornar o time mais criativo, o interino Rodrigo Santana promoveu a entrada de Cazares, que não atuava desde o primeiro duelo da decisão do Campeonato Mineiro, e o Atlético acendeu de vez no jogo, quase marcando aos 20 minutos com o equatoriano, não fosse a boa defesa de Éverson.
O Atlético-MG, porém, sofreu uma nova baixa por lesão - Luan precisou ser substituído. E embora ainda tenha perdido uma chance com Elias, as trocas enfraqueceram o time, que acabou sendo dominado pelo Santos nos minutos finais, só ameaçando o rival no fim, em lances de bola parada.
Os times, agora voltam a se concentrar no Brasileirão. No sábado no Pacaembu, o Santos duelará pela liderança com o Palmeiras. Já o Atlético-MG, novamente no Independência, receberá o Flamengo, pela quinta rodada.
FICHA TÉCNICA:
ATLÉTICO-MG 0 x 0 SANTOS
ATLÉTICO-MG - Victor; Guga, Réver, Igor Rabello e Fábio Santos (Patric); Zé Welison; Geuvânio (Cazares), Elias, Luan (Nathan) e Chará; Ricardo Oliveira. Técnico: Rodrigo Santana.
SANTOS - Everson; Lucas Veríssimo, Felipe Aguilar e Gustavo Henrique; Victor Ferraz, Diego Pituca, Jean Lucas e Jorge; Rodrygo (Cueva), Jean Mota e Derlis González (Soteldo). Técnico: Jorge Desio.
ÁRBITRO - Rodrigo D'Alonso Ferreira (SC).
CARTÕES AMARELOS - José Welison e Elias.
RENDA - R$ 178.476,00.
PÚBLICO - 11.176 torcedores.
LOCAL - Estádio Independência, em Belo Horizonte (MG).
Flamengo vence Corinthians fora de casa e abre vantagem na Copa do Brasil
| Henrique Barreto/Estadão Conteúdo |
| O jogador Willian Arão do Flamengo comemora gol durante a partida nesta quarta-feira (15), no Estádio Arena Corinthians, em São Paulo |
O técnico Fábio Carille bem que tentou colocar o Corinthians mais ofensivo em campo. Mas o que se viu foi mais do mesmo. Nesta quarta-feira (15), o time encontrou dificuldades para agredir o adversário e perdeu para o Flamengo por 1 a 0, na sua arena em Itaquera, no jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. O time carioca dominou o duelo, criou as principais chances de gol e correu poucos riscos numa partida que esteve sob o seu controle.
O gol da partida foi marcado pelo ex-corintiano Willian Arão, de cabeça. O resultado complica a situação da equipe paulista na competição, que agora precisará vencer os cariocas por dois gols de diferença em 4 de junho, no Maracanã, para seguir adiante na competição.
Os times voltam a campo no fim de semana pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro. O Flamengo visita o Atlético-MG no sábado e o Corinthians enfrentará o Athlético-PR no domingo, também fora de casa.
O público também decepcionou em Itaquera. No duelo mais importante da temporada, a diretoria jogou o preço dos ingressos lá no alto e espantou os torcedores. Pouco mais de 30 mil corintianos pagaram caro para ver mais uma fraca atuação - em alguns setores o preço subiu 300%, chegando a custar R$ 600.
Carille surpreendeu na escalação e colocou um time ofensivo em campo, com apenas um volante: Ralf. Apesar do meio de campo mais leve, completado por Sornoza, Mateus Vital e Clayson, a bola pouco chegou aos atacantes Boselli e Vagner Love. O Corinthians era lento na saída de bola e muito previsível.
Do outro lado, o técnico Abel Braga repetiu a escalação do jogo contra o Peñarol, na semana passada, e foi superior ao adversário mesmo atuando fora de casa. O Flamengo teve três chances na etapa inicial, enquanto os anfitriões sequer chutaram a gol.
Léo Duarte cabeceou com perigo e Cássio viu a bola sair a sua direita. Pouco depois, Everton Ribeiro recebeu na área, entortou Danilo Avelar com dois cortes e chutou fraco para defesa de Cássio. Por fim, Bruno Henrique recebeu na esquerda, avançou em diagonal e bateu para fora, no canto oposto de Cássio.
Na volta do intervalo, o Corinthians seguia sem criatividade e então Carille colocou Pedrinho na vaga de Vital e Jadson no lugar de Boselli. O centroavante argentino teve mais uma atuação discreta e mostrou-se nervoso quando a bola chegou em seus pés.
O time paulista melhorou e arriscou seu primeiro chute a gol aos 19 minutos em batida de Danilo Avelar de perna direita, que Diego Alves mandou para escanteio. Na sequência, Vagner Love tabelou com Fagner e o goleiro flamenguista salvou de novo. Do outro lado, Bruno Henrique incomodava a zaga da equipe alvinegra e teve duas boas chances.
O Flamengo abriu o marcador em um descuido da defesa corintiana. Clayson errou passe na intermediária. O time rubro-negro avançou rápido pela esquerda, Bruno Henrique cruzou e Willian Arão apareceu de trás e cabeceou firme para as redes aos 33 minutos.
O gol deixou o Corinthians perdido em campo. A pressão imposta pelo time se resumiu a bolas alçadas na área, mas Boselli já não estava em campo e facilitou a vida da zaga adversária.
FICHA TÉCNICA:
CORINTHIANS 0 X 1 FLAMENGO
CORINTHIANS - Cássio; Fagner, Henrique, Manoel e Danilo Avelar; Ralf, Sornoza (Junior Urso), Mateus Vital (Pedrinho), Vagner Love e Clayson; Boselli (Jadson). Técnico: Fábio Carille.
FLAMENGO - Diego Alves; Pará, Léo Duarte, Rodrigo Caio e Renê; Cuéllar, Willian Arão e Everton Ribeiro (Lincoln); Gabriel (Vitinho), Bruno Henrique e Arrascaeta (Diego). Técnico: Abel Braga.
GOL - Willian Arão, aos 33 minutos do segundo tempo.
ÁRBITRO - Anderson Daronco (RS).
CARTÕES AMARELOS - Henrique e Clayson (Corinthians) e Everton Ribeiro (Flamengo).
RENDA - R$ 2.010.205,00.
PÚBLICO - 30.364 pagantes.
LOCAL: Arena Corinthians, em São Paulo.