| Malavolta Jr. |
| Moradores do acampamento fizeram manifestação na sede da Seplan, que fica na avenida Nuno de Assis, nesta quinta-feira (16) pela manhã |
Os integrantes do acampamento Nova Canaã, em Bauru, protestaram na Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan), nesta quinta-feira (16) pela manhã, em busca de moradia para todos. O ato começou na frente da sede e, depois, os manifestantes entraram no imóvel. Segundo o grupo, das 350 famílias que residem no local, apenas 172 tiveram a transferência aprovada pelo município e serão acolhidas em programa de habitação. O poder público, por sua vez, explica que respeita as regras firmadas no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) junto ao Ministério Público, em janeiro do ano anterior.
Um dos líderes do ato, que informa ser ligado ao Movimento Social de Luta dos Trabalhadores (MSLT), Carlinhos Assis destaca que todas as famílias permanecem no acampamento, mas somente uma parte teve a transferência aprovada. "Para nós, não valeu de nada", critica.
Conforme o JC noticiou, a Prefeitura de Bauru e o MSLT assinaram um TAC, relativo à desocupação de áreas no Jardim Mary, Jardim Marabá e Baurulândia, onde estão os acampamentos Morada da Lua, Morada do Sol e Nova Canaã.
O documento impôs uma série de condições tanto ao município quanto ao movimento. Ambos terão de cumpri-las em um prazo de 36 meses, ou seja, até janeiro de 2021.
A assessoria de comunicação da Prefeitura de Bauru informa, em nota, que tomou as providências para remanejar as cerca de 180 famílias que receberão abrigo provisório, conforme previsto no TAC. Elas se enquadram nos critérios estabelecidos, que levam em conta aspectos como renda, composição familiar e permanência em Bauru, acrescenta a titular da Seplan, Letícia Kirchner.
Segundo a administração municipal, os requisitos são de conhecimento da liderança do movimento, que os aceitou no momento da assinatura do documento, mas vem criando resistência às regras de enquadramento previstas.
A prefeitura reforça também que nenhuma família do acampamento ficará desassistida, mesmo as outras cerca de 150 que não se enquadram nos critérios do TAC. Neste caso, receberão apoio social típico em casos de reintegração de posse, como guarda de objetos e animais, além de encaminhamentos para, por exemplo, casas de passagem.