09 de julho de 2026
Internacional

Trump revê concessão do greencard

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min

Washington - O presidente Donald Trump apresentou nessa sexta-feira (17) um novo plano migratório para privilegiar trabalhadores "brilhantes". A mudança para um sistema com base no mérito marcaria um afastamento histórico da abordagem familiar que, segundo autoridades, é responsável por cerca de 66% dos greencards emitidos, enquanto 12% se apoiam no critério das habilidades.

O plano, que não aborda o destino de jovens imigrantes ilegais que foram levados para os EUA ainda crianças, tem poucas chances de avançar no Congresso e foi recebido com ceticismo por legisladores de ambos os partidos.

"Hoje, apresentamos um claro contraste", afirmou Trump em discurso na Casa Branca. "Os democratas estão propondo fronteiras abertas, salários mais baixos e, francamente, o caos sem lei. Estamos propondo um plano de imigração que coloca em primeiro lugar empregos, salários e segurança dos trabalhadores americanos. Nossa proposta é pró-EUA, pró-imigrante e pró-trabalhador. É apenas bom senso."

Segundo Trump, o plano não altera o número de greencards emitidos por ano, atualmente em 1 milhão, mas prioriza trabalhadores qualificados, e não aqueles cujas famílias já estão nos EUA. Com isso, os critérios de elegibilidade terão como base fatores como idade, habilidade para falar inglês, formação educacional e capacidade de criar emprego, como o estabelecimento de uma empresa, por exemplo.

DIREITOS

Diferentemente das propostas anteriores, o governo procurou assegurar que o número de greencards - que garante a estrangeiros residência legal permanente nos EUA - continuará o mesmo, o que manteria sem redução o número de imigrantes no país.

Sob o novo sistema, cerca de 57% dos greencards seriam emitidos com base no mérito. Atualmente, dois terços dos documentos são concedidos em processo com ligações familiares, o que a proposta da Casa Branca tentaria reduzir para um terço.

O sistema criaria ainda um processo de duas etapas, que começaria com exames cívicos e checagem de antecedentes. Os solicitantes do greencard seriam avaliados em um novo processo de pontos.

Segundo o Washington Post, a Casa Branca pediu aos assessores republicanos que evitem usar a expressão "imigração em cadeia" - um termo utilizado pelo próprio presidente para criticar o programa de unificação familiar. Em fevereiro do ano passado, os pais da primeira-dama, Melania Trump, eslovena naturalizada americana, foram beneficiados pelo programa para obter a residência permanente.