| Fotos: Samantha Ciuffa |
| Silvana Oliveira, de 62 anos, desce com cautela pela estrutura, que é estreita e balança bastante |
| Escada foi improvisada no sentido Interior-Capital, porém, será instalada também do outro lado |
| Maria Eduarda, de 11 anos, desceu a escada: “Dá medo!” |
Uma escada sem acessibilidade e montada sobre uma estrutura de metal improvisada na passarela do quilômetro 338 da rodovia Marechal Rondon (SP-300), em Bauru, tem deixado os usuários inseguros e gerado reclamações. O dispositivo fica na altura do Jardim Niceia, no sentido Interior-Capital, e foi colocado na tentativa de minimizar os impactos para os pedestres que passam pelo local, porque a rampa da passarela teve que ser destruída para viabilizar as obras de implantação da marginal da rodovia. O equipamento mais próximo fica a quase um quilômetro, no trevo que leva à avenida Getúlio Vargas e também ao bairro Vila Aviação.
E a situação vai ficar ainda mais delicada. Hoje, o lado oposto da passarela também deve ganhar o acesso improvisado, por causa da demolição das rampas que restaram no sentido contrário (leia mais abaixo). A ViaRondon diz que a escada cumpre todas as exigências de segurança. A concessionária, porém, não informou o prazo para finalização do serviço e fim do improviso.
DESAFIO
Basta subir alguns degraus para notar que a estrutura, que foi montada com uma espécie de andaime e placas de metal, além de não oferecer acessibilidade mínima, não possui sinalização, balança, é estreita e tem os degraus mais altos que o normal, o que torna a travessia um desafio principalmente para idosos e crianças.
Entre os usuários mais assíduos da passarela, estão moradores do Jardim Niceia, que andam a pé e dependem da estrutura para ter acesso mais fácil aos bairros da Zona Sul no outro lado da rodovia, que oferecem mais escolas e serviços essenciais, como posto de saúde.
"Deveriam ter feito algo melhor para a gente antes de detonar a rampa. Usamos a semana toda a passarela. E está perigoso, porque essa escada treme e é muito íngreme. Haja joelho!", comenta a aposentada Silvana Oliveira, 62 anos, que utilizava o dispositivo, ontem, para levar a neta Maria Eduarda, de 11 anos, a uma consulta. "Os degraus são altos mesmo. Dá medo", diz a garota para a avó.
Catador de recicláveis, Carlos dos Santos, 21 anos, também morador do Jardim Niceia, conta que costuma atravessar a rodovia por meio da passarela em questão várias vezes no dia. "O carrinho de reciclável não passa mais, tenho que ficar dando a volta. Mas, à noite, quando preciso passar aqui, é mais perigoso ainda, porque não dá para enxergar os degraus direito", pontua.
A reclamação é reforçada pela diarista Priscila Fernanda Martins, 40 anos. Ela conta que a passarela só existe no local por causa da morte de uma criança, que teria sido atropelada há mais de dez anos na rodovia. "A escada está bem ruim, mas meu medo até maior é que eles tirem essa passarela daqui sem construir outra. O pessoal está acostumado a atravessar por ela e, com certeza, haverá outra revolta como a que aconteceu há anos, quando o menino morreu, se tirarem", ressalta a também moradora do Jardim Niceia.
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Concessionária diz que é seguro
Por meio de nota, a ViaRondon Concessionária de Rodovia S/A informa apenas que houve a necessidade da retirada das rampas de acesso da passarela localizada no quilômetro 338 em virtude das obras de implantação das vias marginais. E que a escada provisória, que dá acesso à passarela, contempla todas as exigências de segurança.
"O acesso aos portadores de necessidades especiais poderá ser pela passarela localizada no quilômetro 339, que também liga o Jardim Niceia. A ViaRondon se coloca à disposição dos usuários para demais orientações por meio do telefone 0800-7299300", finaliza a empresa.
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Rua que funciona como vicinal será interditada
De hoje até 28 de maio, a quadra 2 da rua Sérgio Arcângelo, que funciona como uma espécie de vicinal da Rondon, ficará interditada. A interrupção no trânsito é necessária por causa da colocação de um guindaste no local, que auxiliará na demolição das rampas da passarela no sentido Capital-Interior.
Durante o período, a Emdurb alerta que o desvio será feito pelas ruas Manoel Hermano da Silva, Lucilia Albino Ferreira e Valdemar Ferreira dos Santos.
Uma escada provisória sem acessibilidade, igual à que existe do outro lado da rodovia e que é alvo de questionamento dos moradores, será colocada até a construção da passarela definitiva no trecho.