08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Empregos rasos e curtos

Demerval Assis da Silva
| Tempo de leitura: 2 min

Quem está desempregado quer trabalhar, pois para subsistir em primeiro lugar precisa-se suprir as necessidades básicas, sendo estas as que nos falam mais alto, e isso é lógico.

Seja um bico, como vulgarmente (ao menos denominação verdadeira) é conhecido aquele trabalho em que contratante e contratado não tem nada assinado, documentado. Caberia então aí a honestidade de ambas as partes. Fato que nem sempre é respeitado, ou seja, não raramente há a quebra do "combinado não é caro" por algumas das partes, ou até pelas duas, "vide pequenas causas". Mas as coisas "mudaram", pois teremos à disposição os trabalhos intermitentes (modo de favorecer os contratantes eximindo os das responsabilidades para com o empregado, havendo ainda aqueles que contestam em favor do contratante, principalmente aquele que está desempregado.

Porém, é o que vem sendo sugerido no momento, com o ganho de cada vez mais força (do empresariado, muito dos quais financiam campanhas e depois querem que ser "bem representados" no congresso), seriam as mudanças propostas, trabalhistas e previdenciária. Com a crescente falta de emprego, que tem como causas desde automatização à falta de formações específicas e qualificação dos candidatos ou outros fenômenos econômicos extra Brasil (vide sr. Cafeo). Mas o que nos parece, já citando e já pensando desde o começo da revolução industrial, foram alguns dos principais motivos do aumento das populações urbanas, o êxodo rural, esvaziamento das zonas rurais, e isso vale ressaltar também devido à chegada das tecnologias cada vez mais competitiva e atualmente com os agronegócios, reforçando a vida rural cada vez mais difícil e a ilusão que propõem os grandes centros urbanos.

No entanto, o que se vê no campo ou na cidade, e levando-se em conta vários fatores, seria a velha máxima "muitos com pouco e poucos com muito", e isso desde os primórdios das civilizações "organizadas".

E não teria como não falar da política "arte" nefasta de dominar as grandes massas em benefício da própria classe, com seus legislares em causas próprias de outros já citado que não o povo.

E o trabalho, este como um rio assoreado, vai ficando cada vez mais raso, não havendo interesse na educação que forma mão de obra de qualidade, porque isso demandaria em serem obrigados a valorizarem os trabalhadores, equilibrando melhor a balança na hora do repartir do bolo.

Ficando então aquele círculo vicioso, primeiro precisamos comer para sobreviver, depois se vestir e ter um teto, ainda que não seja seu(nosso) para nos abrigarmos. Um emprego de qualidade e com certa profundidade, que seriam os direitos justos e legais, passam longe do que seria a prioridade de um desempregado.

O resto é balela, como por exemplo dar direitos para termos armas de fogo a um povo, carente de coisas básicas como a educação, que seria onde tudo se começa onde é ensinado, inclusive a se defender sem precisar "abrir fogo", e a fazer uma matemática vital, que seria a probabilidade do reverso, ou da traiçoeira culatra dos revólveres que não estão sendo levadas em conta.

"Boa sorte, Cowboy".