| Malavolta Jr. |
| Luiz Carlos Anézio, da DRF de Bauru, fala sobre o aumento |
A arrecadação de tributos federais quase triplicou na região de Bauru na última década, considerando o primeiro trimestre de cada ano. Segundo a Delegacia da Receita Federal (DRF) local, que abrange 45 municípios, foram R$ 1,316 bilhão recolhidos de janeiro a março de 2019, ante a R$ 555,36 milhões no mesmo período de 2009.
E o aumento foi contínuo ao longo dos anos, mesmo diante de um cenário de crise. O único resultado negativo foi registrado em 2016. Assim como nos demais anos, em 2019, o valor voltou a crescer, dando indícios de que a economia da região está se recuperando.
O levantamento da DRF aponta que, no primeiro trimestre deste ano, o aumento foi de 7%, com R$ 1,316 bilhão recolhidos no período, contra R$ 1,229 bilhão no mesmo período do ano passado. "A maioria dos impostos está relacionada ao faturamento das empresas. Então, se mais tributos foram gerados, é porque houve incremento nos ganhos destas organizações", pontua Luiz Carlos Anézio, titular da DRF em Bauru.
O resultado da região de Bauru acompanha a tendência apresentada pelo Estado, que teve alta de 12% na arrecadação na comparação com o primeiro trimestre de 2018, totalizando R$ 166,706 bilhões.
Na região abrangida pela DRF, todos os tributos mais relevantes tiveram aumento na arrecadação. A receita previdenciária - que inclui as contribuições que as empresas e os trabalhadores recolhem para a Previdência - correspondeu à maior fatia do "bolo", de R$ 583,359 milhões.
Na sequência, o segundo maior responsável pelo aumento foi o Cofins, que incide sobre o faturamento das empresas. No total, foram R$ 192,22 milhões arrecadados, uma alta de 11,4%. "É mais um sinal de que, na nossa região, a economia está crescendo. As empresas estão faturando mais, assim como as pessoas estão ganhando mais", pondera Anézio.
TRIBUTOS
O Imposto de Renda sobre pessoa jurídica, por exemplo, abrangeu R$ 181,266 milhões. Deste total, R$ 76 milhões foram recolhidos por empresas obrigadas a fazer a declaração pelo regime de tributação com base no lucro real. Já o Imposto de Renda sobre pessoa física correspondeu a uma arrecadação de R$ 33,224 milhões, 52,4% mais do que o primeiro trimestre de 2018.
"Dentro deste valor, ainda em termos percentuais, o maior incremento foi sobre o carnê-leão, que é a arrecadação paga todo mês por profissionais sem vínculo empregatício, como médicos, dentistas e psicólogos, cuja arrecadação é oriunda de outras pessoas físicas", detalha o delegado, acrescentando que, neste grupo, também estão incluídos proprietários de imóveis que alugam estas unidades para terceiros.
Outro tributo que engrossou os números foi o Imposto de Renda retido na fonte, correspondente a pagamentos feitos antecipadamente tanto por empresas quanto por pessoas físicas. No primeiro trimestre, foram arrecadados R$ 104,26 milhões, uma alta de 5% em relação ao ano passado. "E R$ 82,5 milhões correspondem a rendimentos relacionados ao trabalho, ou seja, de pessoas físicas que trabalham em empresas", aponta.
A Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), alíquota que incide sobre todas as empresas e tem como finalidade o financiamento da Seguridade Social, teve um acréscimo de 8%, totalizando uma arrecadação de R$ 88,96 milhões no primeiro trimestre de 2019.
Já o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), afeto ao setor da indústria, contabilizou R$ 58,302 milhões arrecadados, 8% a mais do que o primeiro trimestre do ano passado. Tributo que também incide sobre o faturamento das empresas, o PIS teve alta de 9,3% na arrecadação, somando R$ 51,174 milhões entre janeiro e março deste ano.