10 de julho de 2026
Internacional

Luta entre aliados de Netanyahu abre porta a nova eleição

Estadão Conteúdo
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O Parlamento israelense aprovou ontem, de forma preliminar, uma lei para sua dissolução, o primeiro passo para possíveis novas eleições, em razão de um impasse nas negociações para formar um governo. O primeiro-ministro, Binyamin Netanyahu, porém, garante que terá tempo para formar uma coalizão.

O prazo vai até amanhã à noite. Netanyahu foi designado pelo presidente, Reuven Rivlin, para formar um governo após vencer de forma apertada as eleições de 9 de abril. Ele já pediu a extensão do prazo em 15 dias, mas as negociações das últimas semanas levaram a um impasse.

O primeiro projeto para a dissolução do Parlamento foi aprovado com 65 votos a favor, 43 contra e 6 abstenções. São necessárias mais três votações para a aprovação final da lei, que levaria à convocação de novas eleições.

No poder há uma década e correndo risco de ser indiciado por corrupção, Netanyahu tem tido dificuldade para firmar um acordo com uma variedade de partidos de direita, extrema direita e judeus ultraortodoxos que lhe garantiria um quinto mandato. O premiê nega ter cometido qualquer irregularidade e luta contra a intenção do procurador-geral de indiciá-lo por acusações de fraude e recebimento de propina em uma audiência antes do julgamento, marcado para outubro.

Um dos grandes entraves de Netanyahu é seu ex-ministro da Defesa Avigdor Lieberman, que não quer ceder para aceitar participar do governo. Lieberman exige uma mudança na lei de recrutamento para o serviço militar, que também incluiria judeus ultraortodoxos - hoje isentos. A nova lei, no entanto, não tem o apoio de dois partidos religiosos.

"Eu propus uma solução, mas até agora não consegui convencer Lieberman", disse ontem Netanyahu ao Parlamento. "Vamos formar este governo de direita. Ainda há tempo e, em 48 horas, podemos fazer muitas coisas. Não há nenhum motivo para fazer eleições inúteis que custarão caro e bloquearão todas as atividades no país."

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