11 de julho de 2026
Esportes

Centenas de fãs fazem fila para dar adeus a Niki Lauda

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min

Centenas de fãs fizeram fila sob chuva nesta quarta-feira para dar o último adeus a Niki Lauda, cujo funeral foi realizado na catedral de St. Stephen, em Viena, na Áustria, onde uma grande cerimônia também foi realizada para homenagear o tricampeão mundial de Fórmula 1, que morreu no último dia 20, aos 70 anos de idade.

O velório do ex-piloto austríaco contou com a presença de familiares, amigos, dos pilotos da Mercedes Lewis Hamilton e Valtteri Bottas e de ex-pilotos como Alain Prost, Nelson Piquet, Gerhard Berger e Nico Rosberg, além de autoridades e personalidades, entre as quais o ator e ex-governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, que também nasceu na Áustria.

O caixão de madeira de Lauda foi decorado com dois capacetes vermelhos do tricampeão e cercado por seis velas brancas e coroas de rosas com dois grandes retratos do ídolo atrás delas. Os capacetes foram colocados no caixão pela esposa do austríaco, Birgit, e por dois dos filhos do ex-piloto.

Os muitos fãs que enfrentaram a chuva do lado de fora da catedral fizeram fila para poderem acessar o interior do local, onde o caixão de Lauda foi posto sobre uma plataforma no centro da histórica igreja de estilo gótico, construída no ano de 1.137 e que é uma das obras mais famosas do mundo. Alguns fãs tiraram fotos com seus celulares e alguns chegaram a se curvar para reverenciar o ídolo.

Principal responsável por tirar Lewis Hamilton da McLaren e levá-lo para a Mercedes no final de 2012, antes de o britânico conquistar quatro dos seus últimos cinco títulos na F-1 pela equipe alemã, Lauda vinha sofrendo com problemas de saúde há pelo menos um ano e chegou a ser submetido a um transplante de pulmão em 2018, sendo que passou dois meses internado.

Campeão da F-1 com a Ferrari em 1975 e 1977, antes de faturar o tri em 1984 pela McLaren, o austríaco vinha exercendo o cargo de presidente não-executivo da Mercedes e também teve o seu lado humano exaltado nesta quarta-feira. "Ele era uma estrela despretensiosa, humilde e brilhando entre os pilotos de corrida", ressaltou Toni Faber, o padre da catedral de Viena que faria o sermão durante o funeral do tricampeão, em entrevista à agência de notícias austríaca APA.