10 de julho de 2026
Esportes

Caso Neymar: polícia vai mais uma vez à Granja Comary

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min

Ricardo Moraes/Reuters
Sobre as divulgações dos prints de conversas de whatsapp, pai de Neymar alegou ser melhor responder por crime digital do que por estupro, que segundo ele foi golpe

Policiais da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) foram ao CT da seleção brasileira, em Teresópolis (RJ), no fim da manhã desta segunda-feira. Eles chegaram em uma viatura no momento em que o técnico Tite concedia entrevista coletiva, e deixaram a Granja Comary no início da tarde.

Desde domingo, a delegacia especializada está investigando possível crime na divulgação de um vídeo do atacante Neymar. Acusado de estupro, o jogador da seleção brasileira publicou um vídeo nas redes sociais em que nega a acusação, ao mesmo tempo em que mostrava trechos de uma conversa e imagens da mulher que o acusa. Desde o ano passado, é crime passível de prisão a divulgação de imagens íntimas sem consentimento das partes. O vídeo foi retirado do ar nesta madrugada.

Nesta segunda, os policiais chegaram e saíram da Granja sem dar declarações. Procurada, a assessoria de imprensa da Polícia Civil se limitou a informar que a DRCI "irá apurar suposta divulgação de vídeo por parte do jogador Neymar". A declaração é a mesma dada pela polícia no domingo, quando uma viatura da 110ª DP (Teresópolis) também foi à Granja.

A CBF disponibilizou assessoria jurídica à Neymar. O coordenador da seleção, Edu Gaspar, afirmou na manhã desta segunda que foi orientado a ficar "100% à disposição" para ajudar a resolver o caso "o mais rápido e da melhor maneira possível".

Desde que a acusação de estupro contra Neymar veio à tona, no sábado, o tema é tratado com muita discrição na Granja Comary. Ainda nesta segunda, o técnico Tite foi bombardeado com perguntas sobre o tema. Ele não fez uma defesa enfática do jogador, mas disse que não poderia julgá-lo.