O DAE informou que a produção de água da ETA precisou ser reduzida na tarde desta sexta-feira (14) por conta de problemas operacionais causados pela alteração da água bruta do Rio Batalha. Uma população estimada de 140 mil moradores pode ter o abastecimento de água prejudicado.
Técnicos explicam que em função da estiagem houve aumento de proliferação de algas (microalgas e cianobactérias) na lagoa de captação, alterando as características físicas e químicas do rio.
Em decorrência dessa alteração, formou-se uma camada de material sólido na superfície do decantador que pode causar entupimento dos filtros e prejudicar a produção de água tratada. Por conta do problema, a vazão da ETA foi reduzida para que esse material não seja arrastado até os filtros.
O abastecimento de água ficará prejudicado em bairros como o Jardim Ouro Verde, Jardim Ferraz, Granja Cecília, Jardim América, Jardim Estoril, Altos da Cidade, Centro, Vila Falcão entre outros que dependem do manancial Rio do Batalha, numa população estimada de 140 mil moradores.
A autarquia ressalta que já estão sendo tomadas providências necessárias para restabelecimento normal da capacidade de produção da ETA e recomenda que os moradores das regiões afetadas usem água com economia, preservando sua reserva domiciliar.
A proliferação de algas em mananciais pode se dar por diversos fatores, entre eles despejos de águas pluviais, agrotóxicos, fertilizantes e águas residuárias (esgoto, efluente industrial). Esses resíduos são ricos em nutrientes (nitrogênio e fósforo) que alimentam essas algas.