08 de julho de 2026
Regional

Museus guardam histórias de superação


| Tempo de leitura: 16 min

Divulgação
Bariri: museu guarda a história dos desbravadores da Estrada Pan-americana

Aquário Escola Tietê/Arquivo
Iacanga: aberto a visitas escolares, o aquário visa levar conhecimentos sobre preservação ambiental

Aurélio Alonso
Marília: Museu de Paleontologia guarda o primeiro fóssil encontrado na região

Fotos: Divulgação
Jaú: Museu Municipal "José Raphael Toscano" abriga a história do comandante João Ribeiro de Barros

Pratânia: Museu Tonico & Tinoco e Pedro Bento & Zé da Estrada

Brotas: Museu do Caipira reúne objetos resgatados de fazendas da regiã

A região de Bauru é rica em museus. As opções são diversificadas. Mas boa parte da população não tem conhecimento do que pode encontrar em um raio de poucos quilômetros. Quantos sabem que um dos desbravadores da Estrada Pan-americana, que liga o Brasil aos Estados Unidos, é de Bariri? Que o primeiro voo sobre o Oceano Atlântico entre Europa e Brasil foi realizado por um jauense? Que os músicos que mais venderam discos no Brasil são de Pratânia? Que dinossauros habitaram a região?

Todas estas histórias e muito mais é possível encontrar nos museus próximos de Bauru. São espaços que oferecem uma verdadeira viagem no tempo e, acima de tudo, que proporcionam conhecimento a respeito de fatos e de pessoas que deixaram exemplos de persistência e de superação. Exemplos que podem servir de inspiração às novas gerações.

Em Bariri, município distante apenas 66 quilômetros de Bauru, fica o Museu Mário Fava, que conta a façanha dos três brasileiros desbravadores da Estrada Pan-americana. A inédita viagem por terra entre Brasil e Estados Unidos demorou 10 anos para ser concluída, após percalços e dificuldades de toda ordem.

Ali do lado, em Jaú, município a 60 quilômetros de Bauru, o Museu Municipal "José Raphael Toscano" abriga outra história desafiadora. A do comandante João Ribeiro de Barros, primeiro piloto a realizar a travessia do Oceano Atlântico entre a Europa e o Brasil a bordo de uma aeronave, no caso o hidroavião Jahu.

Em Pratânia, localizada a 82 quilômetros de Bauru, existe o Museu Tonico & Tinoco e Pedro Bento & Zé da Estrada. Dos quatro músicos, três nasceram no município, na época, distrito de São Manuel.

São os irmãos José Perez (Tonico) e João Salvador Perez (Tinoco) e Waldomiro de Oliveira (Zé da Estada). Conhecida como a dupla "Coração do Brasil", Tonico e Tinoco deixaram a vida simples do campo para transformarem-se nos campeões de venda de discos no Brasil, com 150 milhões de cópias comercializadas.

Já o Museu de Paleontologia de Marília, município a 102 quilômetros de Bauru, preserva vestígios do período Jurássico, quando por aqui viviam dinossauros. Entre as atrações encontradas está o esqueleto de um titanossauro (dinossauro herbívoro) encontrados em 2009 pelo paleontólogo William Nava.

Em Brotas, a 110 quilômetros de Bauru, o Museu do Caipira preserva a cultura da roça com uma presença mais marcante de objetos que relembram a época de efervescência do café, quando o município experimentou seu primeiro grande ciclo de crescimento econômico.

Outra opção para quem gosta de adquirir conhecimento é visitar o Aquário Escola Tietê, em Iacanga, distante 50 quilômetros de Bauru.

É uma espécie de museu, mas com uma proposta diferente, de exibir animais ainda vivos. São peixes que habitam o rio Tietê e ainda resistem ao tempo e à poluição.

A rota de museus é uma pequena demonstração das opções de cultura e lazer na região de Bauru. É só se programar para as curtas viagens e aproveitar.

Museu de Bariri narra a história da abertura da Estrada Pan-americana

O prédio abriga uma das histórias mais impressionantes protagonizadas por brasileiros e já atraiu a atenção de visitantes de outros Estados e países?

Fotos: Divulgação
No Museu Mário Fava, o visitante pode fazer uma viagem no tempo por meio de fotos, documentos, registros, jornais da época, mapas de viagem e conhecer a principal atração, o Ford T fabricado em 1918

O Museu Mário Fava, de Bariri, é uma das principais atrações culturais da região. O prédio abriga uma das histórias mais impressionantes protagonizadas por brasileiros e já atraiu a atenção de visitantes de outros Estados e países.

O museu preserva a memória dos brasileiros Francisco Lopes da Cruz, Leônidas Borges de Oliveira e Mário Fava

Inaugurado no dia 21 de julho de 2018, o museu preserva a memória dos brasileiros Francisco Lopes da Cruz, Leônidas Borges de Oliveira e Mário Fava. Este último, um mecânico baririense. O trio ficou conhecido por percorrer mais de 27 mil quilômetros para mapear a Estrada Pan-americana, que liga por terra as três Américas, passando por 15 países.

A viagem teve início em 1928 e durou dez anos. O trajeto foi feito a bordo de dois veículos Ford T, que abriram caminhos entre campos, florestas, montanhas, pântanos e rios. No fim da jornada, os desbravadores foram recebidos nos Estados Unidos pelo fundador da Ford, Henry Ford, e pelo presidente Franklin Roosevelt.

A aventura coincide com a popularização do automóvel no Brasil e, consequentemente, com a necessidade de abrir novas estradas e mapear outras em nome do progresso. De acordo com o curador José Augusto Barboza Cava, a viagem para desbravar a Pan-americana foi organizada por Leônidas, que recebeu do então presidente Washington Luís um documento que dava fé e apoio do governo brasileiro à empreitada. "Esse registro contribuiu para que os viajantes pudessem angariar apoio no custeio da viagem nos países por onde passavam, conforme a viagem fosse avançando", explica.

Os veículos Ford T usados na viagem eram compostos basicamente por madeira e cobertos com chapas de aço. Havia duas marchas apenas, para frente e para trás, e o acelerador fica ao lado do volante, em uma alavanca. O freio era acionado por um varão e era somente para as rodas de trás, já que os engenheiros da época acreditavam que o veículo poderia capotar se o sistema de frenagem fosse dianteiro.

No Museu Mário Fava, o visitante pode fazer uma viagem no tempo por meio de fotos, documentos, registros, jornais da época, mapas de viagem e conhecer a principal atração, o Ford T fabricado em 1918, um dos veículos utilizados na aventura histórica.

SERVIÇO

O museu está localizado na rua Tiradentes, nº 410, em Bariri. As visitas podem ser feitas de terça a sábado, das 9h às 17h, e aos domingos, das 9h às 12h e das 14h às 17h. Telefone (14) 3662-1317.

Em 2019, Museu de Paleontologia de Marília vai completar 15 anos

Ele é resultado dos trabalhos de escavação e coleta de fósseis realizado pelo paleontólogo William Nava?

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Museu passa por reforma para melhorias internas que darão novo visual à área de exposição

O Museu de Paleontologia de Marília, vinculado à Secretaria Municipal de Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico da Prefeitura Municipal, que completa 15 anos de atividades em novembro é resultado dos trabalhos de escavação e coleta de fósseis realizado pelo paleontólogo William Nava.

Ele coordena o museu desde sua inauguração difundindo o conhecimento e a ciência paleontológica, além de atrair o turismo de vasta região do interior paulista, norte do Paraná e outras regiões do País.

Localizado a 102 quilômetros de Bauru, o museu encontra-se, atualmente, em reforma para melhorias internas que darão novo visual à área de exposição, como dioramas (modo de exibição tridimensional), novo mobiliário e nova iluminação, além de novos atrativos, como réplicas de dinossauros em frente ao museu e também internamente, entre outras modificações.

Os fósseis sob a guarda do museu constituem-se principalmente de ossos de dinossauros do grupo dos saurópodes (dinossauros herbívoros e quadrúpedes) escavados nas regiões de Marília e de Presidente Prudente. Há também ali fósseis dos crocodilos Mariliasuchus amarali e Adamantinasuchus navae, provenientes da região de Marília, troncos de árvores fossilizados, exemplares de peixes vindos da Chapada do Araripe (CE), fragmentos de cascos de tartarugas, banners e painéis que contam um pouco a história geológica da Terra e dos fósseis achados na região.

O museu preserva também fotografias que retratam as etapas de escavações do famoso Dino Titã, um dinossauro encontrado em 2009 por William Nava e escavado entre 2011 e 2013 juntamente com uma equipe de pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB). Trata-se dos resquícios mais completo de Titanossauro já descoberto no Brasil, com cerca de 70% do esqueleto preservado no local da descoberta, há 28 quilômetros de Marília.

Marília é hoje conhecida em todo o País como Terra de Dinossauros, haja vista a grande quantidade de fósseis de dinossauros encontrados nos arredores da cidade e nos municípios próximos. Toda essa riqueza de 70 milhões de anos é um grande atrativo científico, turístico e cultural e encontra-se preservado no Museu de Paleontologia.

Aquário municipal de Iacanga une a preservação e a memória?

Em cada expositor há um dispositivo que os visitantes podem acionar para ver detalhes sobre cada espécie?

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Com cerca de 250 metros quadrados, espaço conta com diversas espécies de peixes da região e resgata história do rio Tietê

Se aprender sobre a fauna e a flora do País e da região por meio dos livros didáticos de biologia já é divertido, imagine poder conhecer um pouco mais sobre a natureza na prática. Esse é um dos objetivos que levou a Prefeitura de Iacanga a criar o Aquário Escola Tietê.

Inaugurado em 19 de junho de 2011, o aquário está localizado bem no meio do Lago Municipal José Seghimatz. Com cerca de 250 metros quadrados, o prédio conta com uma série de aquários por toda sua extensão, que guardam exemplares das diversas espécies de peixes que habitam o rio Tietê, como apaiari, tilápia, piramboia, lambari, pintado, traíra e outras.

Em cada aquário há ainda um dispositivo que os visitantes podem acionar para ver detalhes sobre cada espécie, que aparecem em televisões localizadas acima das portas de entrada e saída do prédio.

De acordo com Tamiris Teixeira Verjião, bióloga e coordenadora municipal de Agricultura e Meio Ambiente de Iacanga, tudo começou com uma vontade pessoal do prefeito Ismael Edson Boiani de idealizar o projeto e colocá-lo de pé. "O aquário foi criado porque na verdade era um sonho do prefeito, que gosta muito de peixes e da natureza. E também por conta da identidade da região, porque o rio Tietê contorna os limites da cidade, então faz parte da realidade de todos", afirma.

Mas a razão maior para tirar a obra do papel saiu da necessidade de educar a população sobre a importância do rio para a região e da preservação ambiental como um todo, além de resgatar a história do rio Tietê, que está intimamente ligada ao crescimento da cidade. "O intuito principal é contar um pouco da história do rio e também ensinar sobre preservação ambiental, mostrando ao público as espécies de peixe que habitam a região e a importância de conservar a vida presente aqui", completa Tamiris.

Além da visitação, Tamiris explica que o aquário também promove eventos de educação ambiental e palestras, voltadas, principalmente, ao público infanto-juvenil, visando proporcionar um ambiente de conhecimento que vá além da sala de aula. A bióloga ainda informa que o espaço também faz agendamentos para visitas escolares.

SERVIÇO

O Aquário Escola Tietê fica no Lago Municipal José Seghimatz. O horário de funcionamento é de terça a domingo, incluindo feriados, das 9h às 12h e das 13h às 17h. Telefone (14) 3294-1180. A entrada é gratuita.

Museu de Jaú abriga a façanha da travessia aérea do oceano Atlântico

Proeza do comandante João Ribeiro de Barros, realizada no ano de 1927, é destaque entre outras atrações históricas oferecidas aos visitantes?

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Museu Municipal "José Raphael Toscano" guarda documentos e fotos que registram a travessia do Atlântico Sul pelo Hidroavião Jahu, sob comando do aviador jauense João Ribeiro de Barros

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Detalhe de aeronave

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Museu Municipal de Jaú conta a história do município e da região em ordem cronológica

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Primeiros habitantes de Jaú foram os índios, que têm espaço especial no museu

Um dos maiores feitos históricos da aviação mundial está retratado no Museu Municipal "José Raphael Toscano", de Jaú. Lá, é possível encontrar documentos e fotos que registram a travessia do Atlântico Sul pelo Hidroavião Jahu. Foi a primeira aeronave do planeta a realizar a viagem, em 1927, e no comando estava o aviador jauense João Ribeiro de Barros.

Voando a 250 metros de altura e a uma velocidade de 190 km/h, um recorde absoluto na época, o hidroavião pousou no mar, próximo ao arquipélago de Fernando de Noronha, após 12 horas de voo sem escala. Na madrugada de 28 de abril de 1927, estava concluída a primeira travessia aérea do Oceano Atlântico. Sem uso de navegação por métodos eletrônicos, o voo do hidroavião feito de madeira, foi considerado uma façanha e o comandante João Ribeiro de Barros e sua tripulação foram recebidos no Brasil como heróis.

O Museu de Jaú é dividido em várias alas e uma delas é dedicada exclusivamente à história do filho ilustre, que virou herói nacional. Um dos destaques do acervo é a hélice de madeira que serviu como estepe durante a viagem do hidroavião. A aeronave encontra-se no Museu da TAM, em São Carlos, fechado desde janeiro de 2016. Além da hélice de madeira, o visitante encontrará outras relíquias e objetos pessoais do comandante, como a mala de viagem, condecorações, fotos da chegada ao Brasil, e até uma história em quadrinhos feita por Walt Disney contanto a proeza do jauense.

Nas demais alas, o Museu Municipal de Jaú conta a história do município e da região em ordem cronológica, começando com seus primeiros habitantes, que foram os índios. Segundo o diretor do museu, Fábio Grossi dos Santos, vestígios arqueológicos encontrados nos últimos anos corroboram a teoria de que a região de Jaú foi densamente povoada por grupos indígenas, como kaingang e guarani.

Resquícios daquela época, como objetos feitos com pedra lascada, machado de pedra, ponta de flechas, raspadores para descarnar animais, vestimentas, chocalhos, arco e flecha, estão preservados no museu.

Há também uma seção com animais empalhados no início do século passado, outra com peças sacras que representam as tradições católicas, tem ainda um espaço dedicado à cultura cafeeira que dominou fortemente a região no fim do século 19 e início do século 20. Segundo Fábio, uma das alas que mais causa impacto nos visitantes é a que guarda resquícios da época da escravidão, como as correntes e os objetos de tortura utilizados na época.

Nos últimos anos, o Museu de Jaú tem recebido em média 10 mil visitantes por ano. Além do público de Jaú e região, o local recebe visitas de turistas de outros Estados e, inclusive, de outros países. "Já recebemos visitantes da Alemanha, Inglaterra, Itália, México, Estados Unidos e Chile, entre outros países. E teve uma pessoa que estava visitando Jaú e disse que queria conhecer a cidade. Por isso, foi ao museu. É fácil notar que os estrangeiros dão muito valor aos aspectos históricos", disse Fábio.

SERVIÇO

O Museu Municipal "José Raphael Toscano", de Jaú, fica na avenida João Ferraz Neto, 201. O horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 9h às 11h30 e das 13h às 17h. Aos sábados e domingos, está aberta das 13h às 17h. Telefone (14) 3626-8569. A entrada é gratuita.

Dupla ‘Coração do Brasil’ é destaque em museu de Pratânia

Fotos: Divulgação
Imagens, quadros, móveis e objetos contam as trajetórias das duplas Tonico & Tinoco e Pedro Bento & Zé da Estada

As fotos, quadros, móveis e objetos que contam as trajetórias das duplas Tonico & Tinoco e Pedro Bento & Zé da Estada estão reunidos no museu de Pratânia, inaugurado em 2018, em homenagem aos cantores, genuínos representantes da música sertaneja raiz.

Os irmãos José Perez (Tonico) e João Salvador Perez (Tinoco) e Waldomiro de Oliveira (Zé da Estada) nasceram em Pratânia, que na época era distrito de São Manuel.

Além de um riquíssimo acervo, os visitantes podem conhecer a casa original onde viveu a dupla Tonico e Tinoco durante a infância. "A casa foi retirada da fazenda e reconstruída em Pratânia, no mesmo terreno onde está o museu", explica Dauto Silva, diretor de Cultura e Turismo da Prefeitura de Pratânia e atual representante do museu.

Pedro Bento e Zé da Estrada

O museu recebe, em média, 700 visitantes por mês vindos de várias localidades do Brasil e de países como Inglaterra, Escócia, Japão e Estados Unidos. "É um dos principais atrativos da cidade e da região. Por destacar a história da música caipira nacional, ele é visitado por vários artistas do mundo que fazem parte do universo sertanejo."

Conhecida como a dupla "Coração do Brasil", Tonico e Tinoco são os campeões de venda de discos no Brasil, com 150 milhões de cópias comercializadas, segundo estimativa. De acordo com essa mesma estimativa, o cantor Roberto Carlos estaria em segundo lugar, com 120 milhões de discos vendidos.

Para homenagear a dupla campeã de vendas de discos e para comemorar seu primeiro ano de funcionamento, em novembro, o museu promoverá uma semana dedicada aos irmãos Tonico e Tinoco.

SERVIÇO

O Museu Tonico & Tinoco e Pedro Bento & Zé da Estada fica na rua Capitão João Batista, s/n. As visitas podem ser feitas de segunda à sexta-feira, das 8h às 16h e aos sábados das 8h às 15h. A entrada é gratuita. Informações pelo telefone (14) 3844-1230.

Em Brotas, Museu do Caipira resgata toda a cultura da roça

Apesar de ser a capital do turismo de aventura, Brotas é uma típica cidade do Interior. Com 24 mil habitantes e 180 anos de história, a cultura da roça, bastante marcada pelas lavouras de café, produto responsável pela primeira fase de crescimento econômico do município, permanece viva.

É destino de aventura e ecoturismo, mas também de turismo rural e para conhecer um pouco mais da cultura da roça. E o lugar para isso é o Museu do Caipira. Instalado dentro da Casa da Cachaça, na avenida Barnabé Giron, 221, o espaço tem entrada gratuita, funciona todos os dias, das 9h às 18h, e atualmente reúne mais de 180 objetos que lembram os costumes caipiras.

Tudo resgatado de fazendas da região. "Tinha muitos objetos da roça que a gente conhece e o pessoal da Capital não conhece. Então, resolvemos juntar tudo, colocar em um lugar só, para mostrar aos visitantes", disse o coordenador do museu, Leandro Malagutti.

A exposição foi montada em uma antiga tulha de madeira, onde o café era armazenado, e tem itens como pilão, peneira e torrador, objetos de uma época em que o grão movimentava a economia. Há ainda ferro de passar roupas a carvão, radinho de pilha, máquina de costurar, banco de ordenha e carteira de escola de madeira. Cada peça é uma descoberta. E desde da abertura, em 2016, vem recebendo doações, o que só faz aumentar o acervo.

Como não é possível falar de cultura caipira sem tratar da comida típica, na Casa da Cachaça o visitante tem a chance de degustar um autêntico café da roça, moído na hora, ou ainda experimentar um doce de abóbora, mamão ou de outra fruta feito no fogão à lenha. Aos sábados, pode acompanhar a produção de cachaça artesanal no pequeno alambique instalado no local e, ao final, experimentar a bebida bem ao estilo da roça de antigamente.

SERVIÇO

O Museu do Caipira está instalado dentro da Casa da Cachaça, na avenida Barnabé Giron, 221. Funciona todos os dias, das 9h às 18h. Telefone (14) 3653-2273. A entrada é gratuita.