11 de julho de 2026
Nacional

Família de pastor morto não estaria colaborando, diz promotor

Estadão Conteúdo
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A deputada Floredelis esteve na delegacia para prestar novo depoimento, na condição de testemunha, nesta segunda-feira (24). Ela chegou por volta de meio-dia e meia e, até o início da noite, não tinha deixado o local. Outras 25 pessoas da casa da deputada - entre filhos, parentes e funcionários - também estiveram na delegacia.

A polícia e o MP não descartam a participação da deputada no crime, bem como a de outros filhos e parentes. Flordelis e o pastor tinham 55 filhos, entre biológicos e adotivos.

"Um homicídio aconteceu dentro de uma casa, então todas as pessoas que estavam dentro da casa devem ser cogitadas", afirmou nesta segunda, em entrevista à radio CBN, o promotor Sergio Luiz Lopes Pereira, que acompanha o caso. Ele reclamou também que a família não estaria colaborando para o esclarecimento do crime.

"O que esperamos da família, especialmente da esposa, é uma maior colaboração com o MP e a polícia", afirmou. "No dia do crime, ela foi até a delegacia e disse que estava com o celular do marido; até hoje esse celular não foi entregue. O celular do Flávio também não foi entregue."

O promotor contou ainda que, no dia em que esteve na casa da deputada, havia uma grande fogueira no quintal, onde provas podem ter sido destruídas.

O fato de a família não estar colaborando com a investigação foi também a alegação dada pelo advogado Angelo Máximo, contratado pela mãe e por uma irmã do pastor para acompanhar as investigações sobre a sua morte.

Versão

O advogado Anderson Rollemberg, um dos responsáveis pela defesa de Flávio dos Santos, suspeito de ter participado da morte do padrasto, Anderson do Carmo, na madrugada do dia 16, contestou a versão divulgada pela polícia e afirmou que o seu cliente não deu nenhum depoimento admitindo o crime.