09 de julho de 2026
Nacional

Advogado de filho de pastor diz que arma pode ter sido 'plantada'

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 1 min

Rio de Janeiro - O advogado de um dos acusados do assassinato do pastor Anderson do Carmo levantou a suspeita de que a arma do crime, uma pistola encontrada pela polícia dentro da própria casa, pode ter sido plantada no local. O defensor de Flávio dos Santos, de 38 anos, filho biológico da deputada federal Flordelis que está preso há dez dias e, segundo a polícia, confessou ter matado o padrasto, questionou os métodos dos investigadores no recolhimento das evidências.

Maurício Mayr esteve ontem na Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Icaraí, responsável pela investigação do crime, onde se encontrou com seu cliente e voltou a questionar a confissão do assassinato feita à polícia e ao Ministério Público. Segundo o advogado, Flávio não estava acompanhando de um representante legal e, por isso, uma eventual confissão não teria valor jurídico.

"A polícia já tinha feito duas buscas e apreensões antes no local e não tinha encontrado a arma", disse o advogado, ao deixar a especializada. "A arma estava num local muito acessível (em cima de um armário, no quarto de Flávio). Os policiais são pessoas muito investigativas e perspicazes e teriam achado a arma. Causa estranheza o fato de o celular não ser encontrado e a arma sim."

Segundo Mayr, a semiautomática poderia ter sido plantada no local.

"Não estou dizendo que foram os policiais que plantaram; pode ser alguém que tivesse interesse na morte do pastor", ressaltou. "Mas a busca e apreensão não foi acompanhada por ninguém da família, não tinha testemunha. Houve uma romaria na casa deles, várias pessoas passaram por lá, alguém pode ter botado a arma lá."

A irmã do pastor, Michele do Carmo, também esteve na delegacia para depor.