09 de julho de 2026
Esportes

Argentina bate a Venezuela e pega o Brasil na semifinal da Copa América

Estadão Conteúdo
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Celso Pupo/Estadão Conteúdo  
 

Lo Celso comemora gol durante partida entre Venezuela x Argentina, válida pelas quartas de final da Copa América

 

No retorno de Lionel Messi ao Maracanã, a Argentina não conseguiu fazer uma grande partida nesta sexta-feira (28) e chegou a sofrer pressão da Venezuela no segundo tempo. Mesmo assim, foi efetiva nas poucas chances que criou, fez 2 a 0 e se classificou para a semifinal da Copa América. Na próxima terça, a equipe de Lionel Scaloni irá medir força com o Brasil no Mineirão para decidir quem fará a final do torneio continental.

Nas arquibancadas, as cores predominantes foram o azul celeste e o branco da Argentina, mas também havia muitos torcedores vestindo o uniforme cor vinho da Venezuela, o amarelo do Brasil... e o grená do Barcelona. A torcida destes não era por uma seleção ou por outra, era por Messi.

Eleito cinco vezes o melhor jogador do mundo, o craque argentino voltou ao Maracanã pela primeira vez após a Copa do Mundo de 2014. Naquele Mundial, Messi fora decisivo na estreia ao marcar o gol da vitória por 2 a 1 sobre a Bósnia, mas não conseguiu evitar o título da Alemanha na decisão, conquistado com um gol no fim da prorrogação, no mesmo estádio.

Desta vez, mesmo que não houvesse nenhum venezuelano em sua cola durante praticamente todo o jogo, Messi não foi brilhante, mas foi efetivo o suficiente para ajudar a Argentina a achar o caminho do gol. No primeiro tempo, partiu dele a cobrança de escanteio que descobriu Agüero no lance que terminou com gol de Lautaro Martínez, assim como saiu dos pés dele as raras jogadas bem construídas de ataque.

Faltou a Messi, contudo, ter com quem jogar. A Argentina de 2019 nem de longe lembra aquela que chegou à final da Copa do Mundo em 2014. A seleção funciona pouco como equipe e está carente de individualidades. Agüero não consegue espaço no ataque e o time tem dependido mais do oportunismo de Lautaro Martínez, que abrira o marcador contra o Catar e fez o mesmo contra a Venezuela.