09 de julho de 2026
Regional

Servente pega 19 anos por roubo a malote com tiros contra vigilante

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Fotos: Reprodução/Redes Sociais                                    
Câmera registrou momento em que homem roubou o malote; Moto usada no assalto foi abandonada pelos criminosos na fuga e Carro de vigilante do mercado (à dir.) foi atingido por disparo de arma

Pirajuí - O servente Abner Salviano da Silva, 26 anos, foi condenado a 19 anos, cinco meses e dez dias de reclusão em regime fechado por envolvimento no roubo a malote com R$ 6,5 mil de um supermercado em Pirajuí (58 quilômetros de Bauru) ocorrido em janeiro deste ano. Na ocasião, o vigilante do estabelecimento perseguiu os autores do crime de carro, foi alvo de disparos e sofreu acidente, fraturando o braço esquerdo. A defesa do acusado poderá recorrer da sentença.

Conforme divulgado na época pelo JC, no tarde de 11 de janeiro, um assaltante armado, que seria Abner segundo investigações da Polícia Civil, abordou o segurança da rede de supermercados no momento em que ele levaria o malote da unidade do Conjunto Habitacional Pirajuí C para a matriz da empresa, no Centro.

Após o roubo, o suspeito embarcou em uma motocicleta conduzida por um comparsa. O segurança começou a perseguir os assaltantes com seu próprio carro e, em determinado momento, ao se aproximar dos dois, foi alvo de disparos de arma de fogo, perdeu o controle da direção do veículo e colidiu em um barranco.

Um dos disparos acertou o capô do carro. O vigilante não foi atingido, mas ficou ferido no acidente, foi internado e teve de passar por cirurgia no braço esquerdo. Os ladrões conseguiram fugir, mas a moto usada no crime foi apreendida e, após investigações, a Polícia Civil identificou Abner como um dos autores.

PRISÃO

O delegado titular de Pirajuí, César Ricardo do Nascimento, representou pela prisão temporária do servente por trinta dias, que foi decretada. Logo depois, ele procurou a delegacia para se entregar, acompanhado de advogado, e foi conduzido a uma unidade prisional da região.

Com a conclusão do inquérito policial, a Justiça recebeu a denúncia oferecida contra Abner por tentativa de latrocínio (roubo seguido de morte) e, atendendo a pedido do delegado, que contou com parecer favorável do Ministério Público (MP), decretou a prisão preventiva dele.

A defesa do servente chegou a apresentar pedido de revogação da prisão, mas ele foi indeferido. Após ouvir o réu, as testemunhas e a vítima, no último dia 26, a juíza Ana Paula Mezzina Furlan condenou Abner a 19 anos, cinco meses e dez dias de reclusão em regime fechado. Ontem, durante toda a tarde, a reportagem telefonou várias vezes para o celular do advogado dele, Luis Gustavo de Britto, mas as ligações não foram completadas.