11 de julho de 2026
Regional

Máquina gigante devolvida na porta de banco gera reclamações em Duartina

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Orácio Giacomini/Divulgação
Máquina de bombear concreto está ocupando parte da calçada e metade da rua 

Duartina - Uma máquina gigante de bombear concreto deixada por um empresário na porta de uma agência bancária localizada no Centro de Duartina (38 quilômetros de Bauru) em atendimento a decisão judicial está gerando transtornos para pedestres e motoristas. Segundo moradores que entraram em contato com o JC, o risco de acidente no local é grande, já que o equipamento está obstruindo parte da calçada e metade da rua.

A máquina está "estacionada" desde segunda-feira (1) na rua Benedito Gebara, próximo ao cruzamento com avenida Nove de Julho. "O equipamento de grande porte está atrapalhando o trânsito de veículos, inclusive o trajeto do ônibus circular", reclama um morador, que terá a identidade preservada pela reportagem.

De acordo com o secretário de Governo da Prefeitura de Duartina, José Domingos, a devolução do maquinário ao Banco do Brasil foi determinada pelo Tribunal de Justiça (TJ) nos autos de um procedimento cível ajuizado pela instituição contra o empresário.

"No despacho do desembargador, ele deferiu o que foi pedido pelo banco e disse 'seguindo restabelecida a tutela antecipada, condicionando a prévia devolução do bem para o banco no endereço por ele declinado nos autos'. O endereço é o endereço do banco", afirma.

Apesar de considerar que o empresário cumpriu a decisão judicial devolvendo o bem, Domingos admite que a máquina está ocupando espaço público. "Nosso departamento jurídico entrou com uma petição informando o que tinha acontecido no Fórum de Duartina", diz.

O documento, segundo ele, onde a procuradora Daniella Cristina Veronesi Maldonado informa sobre os riscos e pede providências à justiça, será anexado ao procedimento cível. "Eles (o banco) já estão providenciando a retirada. Só que precisam de equipamentos que nós não temos aqui na cidade e, talvez, não encontrem nem em Bauru. Vai ter um custo aproximado de quase R$ 30 mil só para fazer a retirada do equipamento".

RESPOSTAS

Orácio Giacomini/Divulgação
Procurado pela reportagem, o Banco do Brasil se manifestou por meio de nota: veja ao lado

Procurado pela reportagem, o Banco do Brasil se manifestou por meio de nota. "O Banco do Brasil informa que a bomba de concreto, devolvida por um cliente de forma irregular à agência da cidade de Duartina, após decisão da 37ª Câmara de Direito Privado de São Paulo, será removida para um depósito", declarou. O banco, porém, não deu um prazo para que isso ocorra.

O JC também entrou em contato com a assessoria de imprensa do TJ para saber se o órgão gostaria de comentar o despacho do desembargador no procedimento cível, mas ele respondeu que não se pronuncia sobre decisões de seus magistrados. "Cabem aos que, eventualmente, sintam-se prejudicados procurar os meios adequados para a solução da questão", informou.