09 de julho de 2026
Nacional

Reforma tributária será mais tranquila que a da Previdência, supõe Ramos

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 1 min

O novo ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República, general Luiz Eduardo Ramos, previu nesta sexta-feira, 19, em São Paulo, um ambiente menos conturbado para a aprovação da reforma tributária do que o que envolveu a reforma da Previdência, até agora aprovada na Câmara dos Deputados em primeiro turno.

"Para a reforma tributária o rio está mais ameno", disse o ministro em resposta a uma pergunta da plateia de empresários que participaram de almoço-debate do Grupo de Líderes Empresariais (Lide) sobre como vê que se dará a tramitação da reforma no Congresso. "Não vejo a reforma tributária enfrentando as mesmas dificuldades da previdenciária", afirmou o ministro.

Para Ramos, que agora encampa a missão de fazer a articulação política entre o Executivo e o Legislativo, haverá debates acalorados em torno da reforma no Parlamento. Mas ele diz compreender perfeitamente as discussões porque são elas que permitem os momentos de exposição tão necessários do parlamentar para sua base.

Citando conversas familiares em que seu genro reclama do entrave ao crescimento que a elevada carga tributária se constitui, o ministro disse que "o Brasil precisa da reforma para acabar com a guerra de tributos". Dirigindo-se à plateia, o ministro disse que "os senhores são os verdadeiros heróis deste País pela elevada carga tributária que enfrentam".

Ramos aproveitou a presença da imprensa ao evento para acenar com uma bandeira branca para o Legislativo ao elogiar publicamente o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pelo esforço que o deputado fez para aprovar a reforma da Previdência no primeiro turno no Plenário da Casa. "Quero homenagear publicamente aqui o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, pela aprovação da reforma. Ele foi o capitão da reforma da Previdência num mar revolto", disse o ministro arrancando aplausos da plateia.