08 de julho de 2026
Cultura

Lô Borges entre 2019 e 2003


| Tempo de leitura: 2 min

João Diniz/Divulgação
Lô vive fase de evidência com discos repletos de belas canções
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Identidade visual do álbum de 2003, agora, também digital

Lô Borges vive um momento especialmente interessante da carreira. Ao mesmo tempo em que faz shows e divulga seu novo álbum, "Rio da Lua" (2019), também passa a disponibilizar o disco "Um Dia e Meio" (2003) nas plataformas digitais. Até então, o trabalho só podia ser conferido por quem tinha o CD. Ambos são da Deck.

"Um Dia e Meio" foi uma iniciativa totalmente independente e, na época, ajudou a recolocá-lo em evidência no cenário musical, assim como o aproximou das novas gerações.

Consagrado por suas parcerias e trabalhos junto ao seu Clube da Esquina, Lô não deixou seus companheiros de lado no disco de 2003 e nomes como seu irmão Márcio Borges, além do parceiro Ronaldo Bastos, fizeram parte do rol de compositores do repertório.

Lô Borges também convidou César Maurício e Chico Amaral — um dos grandes parceiros de Samuel Rosa e que colabora na faixa homônima ao álbum — para emprestarem seu talento nas letras. Como se não bastasse, o artista mineiro convocou Arnaldo Antunes e Tom Zé, que completam a seleção de letrista. Por fim, o tecladista Henrique Portugal (Skank) e a cantora Carolina Lima (ex-Squadra) contribuem na parte instrumental e vocal do álbum.  

As gravações aconteceram no estúdio Máquina, em Belo Horizonte, onde foram produzidas pelo próprio cantor e por Capitão Antônio, pseudônimo do falecido Tom Capone, que mixou o CD no estúdio Toca do Bandido (RJ), junto a Thiago Magno.

FUNDAMENTAL

Primeiro dos cinco lançamentos de Lô Borges no século 21, "Um Dia e Meio" sempre foi um excelente álbum, porém restrito àqueles que possuíam sua cópia física. A partir de agora, entretanto, o resultado desse caprichoso trabalho poderá ser ouvido em todos os aplicativos de música.

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Disco deste ano lançado por Lô após novo processo de criação

Convite e realização

Lô Borges está atualmente divulgando "Rio Da Lua": álbum deste ano composto em parceria com Nelson Angelo, que conhecia Lô desde o tempo do Clube da Esquina, mas não o via há quatro décadas. 

O processo todo de feitura de "Rio da Lua" foi diferente do que Lô está acostumado, conforme o JC já divulgou. Lô musicou letras (ao invés do processo inverso). A química disso tudo deixou o álbum simples, artesanal e com ares contemporâneos.

"'Rio da Lua' é um disco rumo ao desconhecido. Toda a criação foi uma novidade. Esse rumo ao desconhecido, por características diferentes, também está presente no 'disco do tênis' (álbum "Lô Borges", de 1972), meu primeiro álbum solo. Ambos carregam uma urgência em seus processos criativos", completa Lô.

Vale lembrar que o icônico "disco do tênis" também já havia inspirado show que virou álbum ao vivo no ano passado ("Tênis Clube - Ao Vivo no Circo Voador").

SERVIÇO

Ouça os álbuns: https://loborges.lnk.to/RiodaLuaPR e https://loborges.lnk.to/UmDiaeMeioPR