Walter Delgatti Neto, preso na Operação Spoofing sob suspeita de liderar quadrilha de hackers que invadiu celulares de centenas autoridades, entre elas o ministro Sérgio Moro (Justiça) e o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, "se espanta recorrentemente pela fragilidade do sigilo no Brasil" e é "desinteressado em política institucional".
É o que aponta a nota da defesa do hacker divulgada neste domingo, dia 28. O texto diz que o conjunto das mensagens obtidas pelo hacker está "devidamente resguardado por fiéis depositários, nacionais e internacionais".
A nota é assinada pelos advogados Luís Gustavo Delgado Barros e Fabrício Martins Chaves Lucas e em diversos momentos trata das informações acumuladas por Delgatti a partir de redes online.
Segundo o texto, tais informações "tornaram-se domínio público, posta imperiosa obrigação de resguardar direitos individuais".
O texto diz que o hacker "convida à regulamentação e à transparência quando do acesso e uso de ditas redes de informação pelo Poder Público, em plena defesa do melhor interesse público".
Confira a íntegra da nota:
"Em defesa do cidadão sr. Walter Delgatti Neto, nosso cliente, exclusivamente representado pelos advogados dr. Luís Gustavo Delgado Barros e dr. Fabrício Martins Chaves Lucas, comunicamos, em primária:
(1) O sr. Delgatti Neto tem endereço fixo e opera os seus talentos humanos e profissionais em redes legais de informações online e telefônicas, utilizando acesso a serviços providos por licença pública. Tais serviços são devidamente remunerados por nosso cliente.