A saúde do bebê, desde o ventre materno, certamente está no topo da lista das maiores preocupações que afligem os pais. E uma das ferramentas mais potentes para garantir que o bebê passe os primeiros momentos de vida longe de doenças é o leite da mãe.
É o que explica o médico pediatra Luis Felipe Pimenta. Segundo ele, crianças que recebem leite materno como alimento exclusivo nos primeiros seis meses de vida são mais resistentes a infecções, alergias e até mesmo complicações mais simples, como cólica e diarreia.
Além disso, esta fonte alimentar reduz até o risco de câncer durante infância e vida adulta, além de garantir um desenvolvimento cerebral mais saudável. "Por isso, a orientação adequada sobre a importância da amamentação precisa começar bem antes do nascimento, para que esta mãe esteja o mais preparada possível quando o bebê chegar", pondera.
COLOSTRO
O pediatra destaca que o colostro, que tem consistência mais líquida e é secretado em menor quantidade do que o leite comum, já é suficiente para manter o bebê alimentado nos primeiros dias após o nascimento. Não se trata, portanto, de "leite fraco" ou de uma eventual dificuldade em produzir leite. O estímulo, por meio da sucção feita pela criança, precisa ser mantido para o sucesso do processo de amamentação.
"O leite materno exclusivo até os seis meses de idade e complementar até dois anos, além de proteger contra doenças infecciosas, diminui o risco de obesidade, pressão alta, diabetes e até câncer durante a vida adulta", detalha.
O médico acrescenta, ainda, que o desenvolvimento intelectual do bebê também é beneficiado pela amamentação, se o período recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) for respeitado. "Em média, estas crianças vão alcançar QI (Quociente de Inteligência) maior do que as que não foram amamentadas", destaca. Veja, ao lado, algumas das principais vantagens do aleitamento materno.