Washington - Distúrbios mentais e jogos violentos de videogame não são determinantes para o comportamento agressivo que pode culminar em massacres como os que ocorreram nos últimos dias nos EUA.
Pesquisas divulgadas por universidades e pelo próprio governo americano, além de decisões da Suprema Corte, derrubam parte da tese de Donald Trump que aponta os dois elementos como causa dos ataques a tiros no país.
Entre sábado (3) e domingo (4), atiradores no Texas e em Ohio deixaram ao menos 31 mortos em atentados.
Pressionado pela oposição --que o acusa de incitar o ódio com discurso ofensivo e de bloquear leis que restrinjam o acesso a armas no país--, Trump fez um pronunciamento ontem e culpou a "cultura da violência" dos videogames e da internet, além da saúde mental dos assassinos, pelas chacinas. "Distúrbios mentais e ódio puxam o gatilho, não a arma", afirmou o presidente.
Estudo conduzido pelo FBI, porém, não conclui que o diagnóstico de uma doença psicológica é a causa motivadora de um ataque desse tipo, e ainda chama generalizações como as feitas por Trump de "enganosas" e "inúteis".
O relatório sobre o comportamento pré-ataque dos atiradores no país compreende o período entre 2000 e 2013 e afirma que nos 63 casos analisados apenas 25% dos atiradores tinham distúrbio mental diagnosticado por um profissional.