Ei! Dê-me as tuas mãos!
Para que eu possa atravessar esta
rua. Embriagando-me com o
esplendor dos seus encantos.
E da sinfonia que me conduz à
clausura da reflexão. Sobre as
miragens dos meus desertos e
oásis.Traduzidos na paz e nos
acordes da avaliação. Ei! Dê-me as
tuas mãos! Para que eu possa ca
minhar pela existência, contem
plando a natureza e os jardins do
Éden. Que me conduzem a esta
inspiração, já que na avalanche do
tempo os passos perderam o equi
líbrio e a direção.
Ei! Dê-me as tuas mãos,
Para que os meus sonhos, objetivos
e devaneios tenham sentido e
evolução, pois caso contrário irão se
decompor como sucata velha e
finita no buraco negro da edificação.
Ei! Dê-me as tuas mãos...
Para que na friagem e escuridão do
meu quarto eu não me sinta exauri
do ou rejeitado dialogando com o
travesseiro e abraçado à solidão.
Ou. na pior das hipóteses. sozinho,
em um triste, funesto e insólito salão.
Ei! Dê-me as tuas mãos, meus
filhos amados; filhos do meu
sangue e do coração, para que eu
tenha sempre a certeza que
mesmo nos vendavais e
tempestades da vida ou nos
braseiros do egoísmo ou do chão,
vocês, meus filhos queridos, jamais
se valham da madrasta coragem.
De dar este velho pai por perdido.
Ou se materializado na contramão
do contexto decretaram felizes...
a minha "prisão".