08 de julho de 2026
Geral

Queda brusca no Batalha preocupa

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

A ausência de chuvas em quantidade significativa em Bauru está diminuindo o nível da Lagoa de Captação do Rio Batalha em ritmo acelerado, o que gera preocupação quanto ao risco de racionamento para os cerca de 140 mil moradores da cidade que são abastecidos pelo manancial. Segundo o DAE, altura da lagoa era de 2,93 metros em 1 de agosto e, nesta segunda-feira (12), chegou a 2,70 metros.

A redução mais drástica ocorreu neste final de semana, quando, em apenas dois dias, o nível da lagoa despencou 10 centímetros. A queda acentuada gera preocupação porque, segundo o Centro de Meteorologia de Bauru (IPMet), não há previsão de chuva na cidade ao menos até sexta-feira (leia mais abaixo).

"O nível normal é de aproximadamente 3,16 metros. Sem a perspectiva de chuvas para os próximos dias, pedimos à população para que economize água", recomenda o presidente do DAE, Eliseu Areco Neto.

Como esperado para esta época do ano, Bauru enfrenta períodos sequentes de estiagem, totalizando apenas 59,1 milímetros de chuva entre maio e julho Em agosto, a soma é de 3,8 milímetros, até esta segunda-feira (12).

Desde o final de julho, quando o nível da lagoa já estava abaixo dos 3,1 metros, o volume captado do Batalha não extravasa mais as comportas da Estação de Tratamento de Água (ETA). Se chegar ao nível crítico de 1,5 metro, já será necessário desligar bombas ou reduzir a vazão, que atualmente é de 550 litros por segundo.

PLANO DE CONTINGÊNCIA

A manobra, necessariamente, geraria impacto no abastecimento dos imóveis da cidade que recebem água do manancial. "Todas as obras que estamos fazendo ajuda a reduzir a sobrecarga no Batalha, mas não supre em 100% a necessidade de abastecimento de água, caso a lagoa chegar a este nível", aponta o presidente.

Em 2018, o DAE lançou um Plano de Contingência contra estiagem, mas, até agora, as obras consideradas prioritárias não foram concluídas devido à falta de recursos. Contudo, segundo Areco Neto, boa parte do serviço já foi concluída, como a implantação de 10 quilômetros de adutoras na região do Jardim Bela Vista e outros 7 quilômetros na região do Jardim Manchester, para levar água de poços com folga na produção para áreas com menor oferta.

"Também inauguramos o poço do Jardim América, dentro da área da cidade que é abastecida pelo Batalha, além do poço do Núcleo Geisel, que nos permite fazer manobras para abastecer regiões com maior demanda de água, como a região da Vila Universitária", detalha.

Ainda dentro do Plano de Contingência, serão construídos dois reservatórios de água na Vila Dutra, com licitação prevista para este ano. Ficaram para 2020, no entanto, a perfuração de um poço no Santa Cândida e a construção de um reservatório na Vila Pacífico.