10 de julho de 2026
Regional

Bando é condenado a 36 anos de prisão

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú - Após julgamento que durou dois dias e meio, cinco homens foram condenados, na madrugada desta quarta-feira (14), em Jaú (47 quilômetros de Bauru), a cumprirem 36 anos e 4 meses de prisão por homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado contra policiais federais de Bauru. Este foi o primeiro Júri Popular promovido pela Justiça Federal na região. Os crimes ocorreram durante operação contra o tráfico internacional de drogas realizada na zona rural de Bocaina, em 2013. Na ocasião, o bando teve um avião com 500 quilos de drogas derrubado e matou o agente federal Fábio Ricardo Paiva Luciano, 38 anos, e feriu outro policial durante tiroteio.

Marcos da Silva Soares, Adriano Martins Castro, Natalin de Freitas Junior, Maicon de Oliveira Rocha e Márcio dos Santos foram condenados por agirem em concurso e praticarem os dois crimes, que tiveram como qualificadoras o fato de terem sido cometidos para assegurar a execução do tráfico/associação para o tráfico e com uso de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa das vítimas (troca de tiros de grosso calibre, ação no escuro, canavial alto sem visibilidade e veículo rápido com farol aceso para cima dos policiais).

O Conselho de Sentença reconheceu a materialidade dos crimes e aplicou a mesma pena para todos eles. Adriano, Natalin e Marcos estavam presos desde a data da operação, em 25 de setembro de 2013. Já Márcio e Maicon foram presos posteriormente após investigações. Todos eles já cumpriam pena por condenação anterior, por integrarem uma organização criminosa atuante no tráfico de drogas internacional. As informações são do Ministério Público Federal (MPF) de Jaú.

A sentença foi proferida pela 1.ª Vara Federal de Jaú por volta das 6h desta quarta-feira, após mais de 30 horas. O Júri contou com forte esquema de segurança no Fórum.

Quatro procuradores do MPF atuaram no caso, que também teve várias testemunhas e peritos ouvidos e provas documentais apresentadas.

"A sensação é de dever cumprido. Infelizmente, nada o trará de volta, mas a Justiça dos homens foi feita. A ferida fecha, mas a cicatriz permanece. A perda dele é algo irreparável", cita o delegado chefe da Polícia Federal de Bauru Ênio Bianospino.