11 de julho de 2026
Geral

Especialistas falam sobre os 'novos espaços' no mercado


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Victor Hugo Silveira Simões, docente de Moda do Senac Bauru, fala sobre a viabilidade, hoje em dia, em empreender em segmentos como marcas agênero. "Mercadologicamente isso constitui um fenômeno da sociedade moderna, quando velhos valores e o sistema de consumo têm sido repensados por todos os níveis, a partir da indústria. E uma vez que não comportam mais as necessidades e anseios do consumidor final, considerando a conectividade digital, há os impactos sociais, como as novas formas de consumo".

Além da moda, esse fenômeno ocorre com o mercado brasileiro de beleza e estética, que abre cada vez mais espaço a novas oportunidades de negócios sob o conceito da inclusão e da diversidade, atendendo públicos que, antes, não tinham opções de compra. Entre os quais, destacam-se produtos voltados à pele negra, cabelos ondulados e cacheados e terceira idade.

Um levantamento das tendências para 2019 e 2020 realizado pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, em parceria do Sebrae, revela o forte movimento das marcas mundiais, inclusive no Brasil, para a valorização dos produtos para a pele negra e com cabelos ondulados, cacheados e crespos, além do consumidor de cosméticos com mais de 60 anos.

"Tendo em vista que mais de 50% da população brasileira é composta por afrodescendentes e a indústria da beleza está mais inclusiva, ainda há campos a serem explorados. Há mulheres que não encontram facilmente produtos para seu tom de pele e profissionais qualificados para executar a maquiagem", explica Adriana Gonçalves das Neves, docente de Beleza e Estética do Senac Bauru.