São Paulo - Quase dois meses depois de ter conquistado a até então inédita marca dos 100 mil pontos, o Índice Bovespa voltou a curvar-se ante a forte aversão ao risco no mercado internacional e perdeu esse suporte nesta quinta-feira. Em um ambiente de intensa volatilidade, o indicador chegou a subir até 0,75% pela manhã, mas perdeu sustentação e mergulhou até 2,05% à tarde. Ao final dos negócios, marcou 99.056,91 pontos, em queda de 1,20%.
Desde 19 de junho, quando o Ibovespa vinha se sustentando acima dos 100 mil pontos, chegando a mais de 105 mil em 10 de julho. Desde esse pico, a turbulência do mercado internacional vem refreando o avanço do índice para além desse patamar, mesmo com o cenário doméstico mais favorável. De lá para cá, a queda do índice é de 6,39%.
As bolsas de Nova York foram a principal referência para o mercado brasileiro e tiveram desempenho igualmente volátil, em meio às diversas incertezas quanto à guerra comercial entre Estados Unidos e China e risco de desaceleração da economia global. A crise aberta nos mercados argentinos desde o resultado das prévias das eleições também esteve no radar por aqui.
Dólar
Um movimento global de leve recuperação das moedas emergentes e a nova estratégia do Banco Central no mercado de câmbio tiraram o fôlego do dólar nesta quinta-feira.
Com máxima de R$ 4,050 e mínima de R$ 3,9808, registrada no meio da tarde, o dólar à vista encerrou o dia cotado a R$ 3,9901, em queda de 1,21%.