Já pensou se o premiê do Iraque celebrar um torturador dos tempos de Saddam Hussein? Ou Marcelo Rebelo de Souza, chefe de Estado da República Portuguesa, dedicando algo em memória de agentes da PIDE? Ou Macri celebrando torturadores dos tempos da Guerra Suja? Já pensou em Piñera incitando comemorações ao bombardeio do Palácio La Moneda e aos esquadrões da morte? Ou em Merkel defendendo torturadores da Stasi na Alemanha Oriental?
Em qualquer continente, líderes democratas de populações com consciência e mentalidade democráticas jamais celebram ditaduras e violência de Estado, assim como não confundem liberalismo (por enquanto relegado apenas à nossa Carta Magna, tão odiada pelo presidente) com os velhos patrimonialismo e autoritarismo populista, que é o que o atual governo apresentou-nos como se fosse "liberalismo".
Se liberal fosse seguiria à risca nossa constituição liberal: em nenhuma nação com sólida mentalidade liberal-democrática se celebra ditaduras e violência de Estado. Bolsonaro não é nem liberal nem democrata.