A Secretaria de Saúde de Bauru divulgou, nesta segunda-feira (19), a confirmação dos quatro primeiros casos de sarampo na cidade. Vale destacar que ainda há outros 85 registros suspeitos em investigação pelo Instituto Adolfo Lutz.
Os quatro casos confirmados, segundo o município, são todos da região do Jardim Godoy. Eles, contudo, estão fora do período de transmissão da doença e não tiveram histórico de deslocamento para outras regiões do Estado ou do País.
Dois dos casos (feminino e masculino) estão na faixa etária de 15 a 19 anos, um caso (masculino) na faixa de 20 a 34 anos e o último (feminino) tem entre 35 a 49 anos.
Em ampla reportagem veiculada neste domingo, o JC abordou a questão de doenças como o sarampo (erradicada desde 2016 no Brasil e sem casos há seis anos em Bauru) estarem voltando com força ao País.
Na ocasião, a repórter Tisa Moraes conversou com uma mulher, de 44 anos, que precisou ficar uma semana 'enclausurada' por conta da suspeita da doença. Além dela, os filhos de 21, 18 anos e 15 anos também ficaram em casa com os sintomas.
O perfil da família e o bairro onde moram convergem com as primeiras confirmações divulgadas nesta segunda-feira pela prefeitura.
QUEM DEVE SE VACINAR
Na rotina do Programa Nacional de Imunizações (PNI), a primeira dose da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba, é aplicada aos 12 meses de idade. A segunda dose, que também imuniza contra varicela, deve ser dada aos 15 meses.
Segundo a Divisão de Vigilância Epidemiológica, quem não tem certeza se tomou a vacina também deve procurar uma unidade básica de saúde para receber a dose. O mesmo vale para quem irá se deslocar para municípios que estão em situação de surto - na região de Bauru, nenhuma cidade se encontra nesta condição.
A vacina não é recomendada para pessoas com comprometimento da imunidade, como gestantes, quem está fazendo quimioterapia ou possui alta carga viral de HIV.