Não é de hoje que a população sofre com as oscilações de energia elétrica, principalmente, quando chove forte. A CPFL Paulista afirma ter encontrado, na tecnologia, a solução para o problema e investiu R$ 20 milhões na região, ampliando a capacidade de uma das quatro subestações de Bauru.
Gerente de Operações de Campo da CPFL, em Bauru, José Eduardo Mauad, revela que o valor injetado integrava o cronograma decenal da companhia. "Nós temos um horizonte de investimento de dez anos, que prevê o crescimento vegetativo, ou seja, a entrada de novos clientes", explica.
A verba - destinada, majoritariamente, a Bauru - envolve a manutenção, expansão e automação do sistema elétrico. A ideia, segundo Mauad, é deixar a rede mais robusta para comportar novos clientes e melhor atender os já existentes.
Do valor injetado no município, 70% serviu para subsidiar uma grande obra dentro da Subestação Terra Branca, situada no final da avenida Castelo Branco. Hoje, o espaço abriga cinco circuitos, responsáveis por atender 40 mil clientes.
No entanto, a companhia trabalha na construção de outros sete circuitos. "Com isso, conseguiremos equalizar melhor os mesmos 40 mil clientes para cada circuito. Também teremos maior flexibilidade para restabelecer a energia de forma mais ágil", frisa.
Se um caminhão colidir contra um poste, por exemplo, todos os clientes pertencentes ao circuito poderão ser transferidos para um novo, ou seja, não serão afetados. A obra teve início em fevereiro e a inauguração está prevista para dezembro deste ano.
Paralelamente, a CPFL expande a rede elétrica em aproximadamente 31 quilômetros. A intervenção tornou-se necessária, afinal, o cabeamento do entorno da Subestação Terra Branca precisava comportar a sua capacidade, que será ampliada.
CABOS COBERTOS
A nova rede elétrica contará com outra tecnologia: cabos cobertos. Eles têm condições de suportar o contato com a arborização urbana, diferentemente da chamada rede nua, na qual qualquer intervenção provoca oscilações de energia.
Falando nisso, o fenômeno é causado por manobras da própria CPFL ou intempéries, como pipas e galhos enroscados.
Mesmo diante de muitas reclamações, a companhia alega que a cidade puxou para baixo o número total de ocorrências do tipo em toda a sua área de abrangência. Logo, de acordo com a empresa, ela está dentro dos parâmetros estabelecidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).