10 de julho de 2026
Nacional

Delegados retomam ofensiva por autonomia da PF

Estadão Conteúdo
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Brasília - As declarações do presidente Jair Bolsonaro na manhã desta quinta-feira (22)  sobre mudanças em cargos de chefia da Polícia Federal reacenderam entre delegados a intenção de tornar o órgão autônomo e com mandato para o cargo de diretor-geral.

O ambiente atual, na visão de integrantes da cúpula da PF, é muito conturbado, e poderia ficar insustentável caso o presidente decida demitir o diretor-geral, Maurício Valeixo, que na semana passada indicou para chefiar a Superintendência do Rio de Janeiro um nome oposto ao sugerido por Bolsonaro.

A possibilidade de substituição de Valeixo foi citada pelo próprio Bolsonaro ao reafirmar, na noite da quarta e na manhã desta quinta, que é o responsável pela escolha do diretor-geral indicado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

"Agora há uma onda terrível sobre superintendência. Onze (superintendentes) foram trocados e ninguém falou nada. Sugiro o cara de um Estado para ir para lá (para o Rio de Janeiro)... 'está interferindo'. Espera aí. Se eu não posso trocar o superintendente, eu vou trocar o diretor-geral. Aí é... Não se discute isso aí", disse Bolsonaro na manhã desta quinta, na saída do Palácio da Alvorada.

Para o presidente da Associação Brasileira de Delegados da Polícia Federal, Edvandir Paiva, as declarações do presidente representam uma "marcação de posição" em relação ao ministro da Justiça, Sergio Moro.

"Acreditamos que é marcação de posição porque uma mudança da PF, nesse quadro de instabilidade, vai causar crise de confiança dentro da PF em relação a um futuro diretor-geral".