11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Arrecadação federal cresce em julho

FolhaPress
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Brasília  - A arrecadação federal teve crescimento real (descontada a inflação) de 2,95% em julho e atingiu R$ 137,73 bilhões, a melhor para o mês desde 2011, em valores já corrigidos, informou a Receita Federal nesta quinta-feira (22).

No acumulado do ano, a arrecadação soma R$ 902,5 bilhões, a melhor para o período desde 2014.

Na receita de tributação (chamada de receitas administradas), item mais relacionado à situação de indicadores macroeconômicos, a arrecadação foi de R$ 127,637 bilhões em julho. O valor representa um aumento real de 4,15% frente a um ano atrás.

Houve crescimento real de 21% na tributação sobre o lucro das empresas na comparação anual, para R$ 30,3 bilhões.

Contribuiu para a melhora no mês o avanço de 9,85% na arrecadação com IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

Nas chamadas receitas não-administradas, que incluem principalmente ganhos com royalties de petróleo, a arrecadação foi de R$ 10,097 bilhões. O número representa uma queda real de 10,18% em um ano.

Segundo a Receita, o desempenho de julho foi influenciado por arrecadações extraordinárias de R$ 3,2 bilhões no Imposto de Renda para Pessoa Jurídica e na CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido). Também foi beneficiado pelo crescimento da arrecadação dos depósitos judiciais.

No primeiro semestre, a arrecadação federal havia subido 1,8% em relação ao mesmo período de 2018. Apesar da elevação dos ganhos com tributos no semestre, as contas do governo ainda apontam uma defasagem em relação ao que estava projetado no Orçamento deste ano, o que levou o Ministério da Economia a anunciar novo bloqueio de recursos de ministérios, no valor de R$ 1,4 bilhão.

O enfraquecimento do desempenho da economia brasileira é um dos fatores que geram impacto nos resultados da arrecadação de tributos. Desde a aprovação da Lei Orçamentária, a projeção de receitas para este ano caiu em mais de R$ 35 bilhões.